Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/09/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De maneira análoga ao trecho do poema Carlos Drumond de Andrade é possível estabelecer uma relação entre as pedras no caminho e a gravidez na adolescência. A gravidez ocorrendo nessa fase da vida, fazem com esses jovens pais, tenha muitas dificuldades na criação, e as meninas são as mais prejudicadas. No entanto percebe-se irresponsabilidade do governo em relação a gravidez na adolescência.
Em primeira análise, a gravidez na adolescência ocorre com muita frequência. Segundo dados de 2019 da OMS, são aproximadamente 400 mil nascimentos no Brasil. Superando a média mundial. E segundo o IBGE cerca de 75% das adolescentes que tem filhos param de estudar, e 58% dessas meninas não trabalham. Por isso, na maioria dos casos, quem ajuda essas jovens são as suas mães, e em muitos casos os pais dos bebês não ajudam na criação e nem sua família.
E Leila Cury Tardivo psicóloga é professora da USP, afirma que a maioria da gravides na adolescência é por falta de intervenções culturais. Mas esse não é o único problema, pois ainda o sexo é um tabu para os pais, que muitas vezes não conversam desses assuntos e repreendem os adolescentes quando falam algo relacionado. É algumas dessas adolescentes engravidam, porque querem pois elas acham que sendo mãe vão te liberdade.
Para a diminuição da gravidez na adolescência o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Cultura, e as escolas devem fazer intervenções com adolescentes e com os pais ou responsável. Os pais devem conversar com suas filhas alertando sobre métodos contraceptivos, para isso poderia ter o auxílio de agentes da saúde. Nas escolas, devem ter aulas sobre educação sexual, uma vez na semana. E o Ministério da Cultura implantar, em conjunto com as escolas, cursos profissionalizantes ou cursos artístico, como teatro, dança, música dentre outros, para que assim a gravidez na adolescência seja reduzida ao máximo