Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 06/09/2020
Na série norte americana “the society” a personagem Becca, adolescente de 16 anos, aparece grávida e se recusa a contar para os amigos o nome do pai do bebê, acreditando ser capaz de lidar sozinha com a situação. Fora das telas, nota-se que a realidade é muito semelhante com a descrita na série, uma vez que, os índices de gravidez na adolescência tem crescido exponencialmente, sobretudo no Brasil. Nesse sentido, deve-se observar como a desigualdade social e a falta de educação sexual contribuem para o problema e como resolvê-lo.
É preciso analisar, antes de tudo, o papel da desigualdade social no aumento da taxa de gravidez na adolescência. Isso porque, nas classes menos favorecidas há claramente uma ausência de suporte familiar, no sentido de esclarecer para os jovens os riscos de uma maternidade precoce. Como consequência disso, meninas tornam-se mães em um cenário de extrema vulnerabilidade social, e acabam tendo condições limitadas de ascensão social, perpetuando assim, o ciclo da pobreza, exclusão e desigualdade social. Prova disso, são dados do site G1 , que mostram que a taxa de gravidez na adolescência é 20% maior em grupos de pessoas com poucos recursos.
Além disso, percebe-se como a ausência de educação sexual influencia para o problema. A educação sexual, que deve ser proporcionada por escolas, tem como objetivo disseminar conhecimento e esclarecer dúvidas sobre temas relacionados à sexualidade. Ou seja, visa ensinar jovens a prevenir DST’s , a reconhecer relações abusivas e a utilizar corretamente os métodos contraceptivos a fim de evitar uma gravidez indesejada. Apesar desses e outros benefícios, a educação sexual não é uniformemente difundida na rede de ensino público brasileira, resultando em jovens desinformados, com atitudes inconsequentes, que podem culminar em diversos problemas, entre eles, a gravidez.
Fica claro, portanto, a urgência em resolver a problemática. Primeiramente, é preciso que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da saúde,desenvolva campanhas, por meio de palestras, a fim de instruir jovens sobre os riscos da gravidez na adolescência e como preveni-la. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com Escolas, deve expandir disciplinas de educação sexual, por meio de aulas e debates, para melhor instruir os adolescentes visando a diminuição das taxas de gravidez. Só assim, o problema poderá ser atenuado, e posteriormente, resolvido.