Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 05/09/2020
Segundo Isaac Newton, um corpo tende a permanecer em repouso até que uma força atue sobre ele. Desse modo, percebe-se a gravidez na adolescência, de maneira análoga à Lei da Inércia, uma força deverá ser aplicada para modificar a questão. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: a falta de informação e o preconceito.
Em primeira análise, cabe pontuar que desde a chegada dos portugueses no Brasil, período colonial, o principal objetivo era catequizar os índios e assim impor a religião portuguesa, católica. Dessarte, a população tem em sua cultura conceitos de tradição católica, tendo como por exemplo a sexualidade, principalmente das mulheres, como tema que deve se manter oculto. De acordo com o livro “Totem e tabu” do psicanalista, Sigmound Freud, que traz o conceito de Tabu: determinado assunto, como sexo e sexualidade, é considerado proibido e sua discussão deve ser evitada. Como causa disso, a desinformação, gera uma prática sexual irresponsável, visto que o assunto é pouco discutido.
Ademais, convém frisar que o filme, Juno, retrata a história de uma adolescente que engravida do seu amigo e tem que lidar principalmente com o preconceito e as inseguranças de uma gravidez precoce. Outrossim, fora da ficção, as mulheres que fazem parte do grupo em discussão sofrem preconceito, seja na escola, seja por parte da própria família, seja na sociedade como um todo, em virtude da sua condição de mãe adolescente. Esse fator somado à sobrecarga de trabalho que uma criança recém-nascida representa, frequentemente faz com que o desempenho escolar dessas jovens caia e consequentemente aumente a evasão escolar.
Diante dos fatos supracitados, é indubitável necessidade de medidas eficazes e peremptórios que alterem essa realidade. Logo, o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação deve promover campanhas nacionais de combate a gravidez na adolescência, por meio de discussão sobre o sexo e sexualidade, a fim de concientizar a população jovem do País a respeito da importância da redução de gravidezes precoces. Dessa forma, será possível garantir um futuro que, de fato, seja diferente do apresentado. Somente assim esse problema será erradicado, pois, conforme Gabriel O Pensador “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.