Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/09/2020
Na novela global “Malhação:viva a diferença”, uma das protagonistas é Keila, uma garota que engravida aos dezesseis anos e terá que lidar com todas as implicações de ser mãe tão cedo.Entretanto, na ficção a personagem obtém o apoio da família e dos amigos, ao contrário do que geralmente ocorre na realidade, posto que muitas jovens são abandonadas pelos familiares nesse momento.Diante disso, é necessário pontuar que a gravidez na adolescência no Brasil, acontece, majoritariamente, devido às ineficazes políticas públicas e a falta de informação e suporte da família e da escola.
Em primeira análise, é imperativo afirmar que a gestação precoce está diretamente relacionada à baixa escolaridade e renda.Tendo em vista que, segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde as regiões com maiores números relativos de caso de adolescentes grávidas, são a Norte Nordeste(mais pobres), evidenciando que mesmo na era da informação, muitos indivíduos estão completamente desinformados.Desse modo, é papel do Estado mudar essa realidade, uma vez que sua negligência gera sérios impactos socioeconômicos, porquanto muitas jovens ao engravidar abandonam os estudos e, por conseguinte possuem dificuldades de arranjar um emprego.
Em segunda análise, a sociedade conservadora na qual o país está inserido contribui para o grande número de mulheres gravidas prematuramente.Visto que, muitas famílias não conversam com os filhos acerca da importância da prevenção, devido ao paradigma difundido de que o diálogo pode instigar o início da vida sexual de forma antecipada.Dessa maneira, a educação sexual, fica restrita à escola ou aos amigos, quando deveria começar em casa, ser complementada pela escola e encaminhada por um profissional de saúde.Haja visto que, é importante os jovens entenderem a necessidade de se ter esses ensinamentos, porquanto muitos indivíduos possuem conhecimento sobre os métodos contraceptivos, porém não sabem prevenir-se adequadamente, não compreendendo seus funcionamentos, utilizando-os de maneira errônea.
Portanto, o Estado deve atuar na contratação de agentes de saúde e de assistentes sociais, por meio da realização de concurso público para que haja uma melhor distribuição de contraceptivos, assim como uma eficaz atuação na assistência aos jovens.Ademais, cabe ao Ministério da Educação desenvolver projetos pedagógicos, como promoção de palestras com especialistas que, com a participação das famílias, abordem os malefícios de uma gestação não planejada e ensinem formas eficazes de evitá-la, com o propósito de diminuir o número de adolescentes grávidas e vulneráveis.Fazendo assim, com que os indivíduos se tornem esclarecidos e apoiados.