Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/09/2020

No ano de 2020, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Adolescência primeiro, gravidez depois”, de modo a prevenir a gestação precoce entre as brasileiras e alertar sobre as consequências de tal condição. Apesar da problemática apresentar-se em queda no país, apresenta-se como um desafio para a saúde pública a ser resolvido. Nesse sentido, reconhecem-se o baixo planejamento reprodutivo e a falta de orientação sexual como impulsionadores da gravidez na adolescência.

Convém salientar, primeiramente, que a população brasileira possui um baixo planejamento reprodutivo, ou seja, os indivíduos não se preocupam com a quantidade de filhos. Tal realidade é comum em nações subdesenvolvidos e mais frequente em famílias de baixa renda, visto que muitas vezes as jovens, devido a falta de objetivos ou incentivos da família em relação aos estudos, passa a acreditar que um filho representa um projeto de vida. Segundo a sociologia, o homem é produto do meio onde vive, e por isso, jovens que vivem em comunidades com baixa expectativa de vida e planejamento reprodutivo tendem a reproduzir o mesmo.

Outrossim, ressalta-se a falta de orientação sexual como agravante da gestação precoce. Grande parte da população jovem não sabe prevenir-se de forma adequada, não compreendendo o funcionamento de cada método, utilizando-o de maneira errônea ou, simplesmente, abandonando o seu uso por questões pessoais. Além disso, a cultura religiosa dificulta o debate de questões sexuais na infância e adolescência. A formação dos brasileiros é baseada no catolicismo desde o Brasil colonial, mantendo princípios que tornam o âmbito sexual como tabu na sociedade.

Diante dos fatos supracitados, tornam-se imprescindível medidas para combater a gravidez na adolescência. É necessário a articulação de parcerias intersetoriais com o desenvolvimento de ações educativas. Para isso, as instituições escolares, como responsáveis pela socialização secundária, devem adotar projetos baseados na Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituído pelo Governo, em 2019, desenvolvendo palestras informacionais, debates e dinâmicas, além de incluir na grade curricular a educação sexual. Desse modo, a gravidez na adolescência será prevenida.