Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/09/2020

Na série Grey’s Anatomy, a personagem Betty Nelson é uma adolescente que fica grávida de um traficante de drogas. Durante a gestação, ela foge de casa por medo dos seus pais, mas ao final dá a luz a seu filho, Léo, e ele vai para adoção. Embora seja uma obra ficcional, a série apresenta características que se assemelham ao atual contexto brasileiro, pois, assim como na obra, os casos de gravidez na adolescência acontece cada vez mais frequente. Assim, cabe a análise acerca de causas, consequências e possível solução da problemática.

Em primeiro plano, é importante salientar que a gravidez na adolescência acontece devido ao início da vida sexual precoce. Segundo estudos divulgados no portal de notícias UOL, os indivíduos tem iniciado a vida sexual cada vez mais cedo, mostrando que, em média, a virgindade é perdida aos 13 anos entre jovens brasileiros. Nesse contexto, tal quadro é preocupante, quando atrelado aos algoritmos, visto que a vida sexual dos adolescentes encontra-se ativa desde cedo, de  modo que esses indivíduos não possuem nenhuma experiencia. Observa-se, por consequência, a gravidez precoce entre os adolescentes, que, por sua vez, pode acarretar em riscos de prematuridade para o bebê e até mesmo acontecer o aborto espontâneo. Desse modo, há um bombardeio de sentimentos e emoções na vida dessa população vulneráveis.

Ademais, é válido reconhecer que outro fator da problemática em questão é a fragilidade na educação sexual. Acerca disso, para o filósofo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, algumas instituições políticas em sido incapazes de exercer sua função social, tornando-se “zumbis”, assim como tem ocorrido com o Ministério da Educação e suas falhas em ações educacionais sobre métodos contraceptivos para os indivíduos. Dessa maneira, percebe-se, em grande parte que as escolas em muito contribui para ocorrência na problemática, no que diz respeito em não inserir na sua grade curricular a importância e o modo certo do uso dos contraceptivos, para que os alunos possam se proteger corretamente e não contrair nenhuma doença sexualmente transmissível ou gravidez indesejada.

Diante desse panorama supracitado, cabe, então, ao Ministério da Saúde, destinar verbas específicas para as unidades básicas de saúde para que possam oferecer um pré-natal eficiente para toda a população - especificamente para esse grupo vulnerável:os adolescentes. -, a fim que possam ter uma gestação segura. Além disso, o Ministério da Educação deve incluir da grade curricular de todas as escolas brasileiras, conteúdos relacionados à saúde e à educação sexual, para que todos possam se prevenir. Feito isso, será possível conter os casos de gravidez na adolescência no Brasil.