Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 24/09/2020
De acordo com a ONU, no Brasil a taxa é de 62 adolescentes grávidas para cada mil jovens do sexo feminino na faixa etária entre 15 e 19 anos. O índice é maior que a taxa mundial, que corresponde a 44 adolescentes grávidas para cada grupo de mil. Visto isso, pôde-se dizer que mesmo com o desenvolvimento de anticoncepcionais e outros métodos contraceptivos, o Brasil ainda possui um elevado número de gestantes que não atingiram a maioridade. Nesse contexto, é nítido que enfrentamos um problema social e de saúde pública.
Em uma primeira análise na grande parte das relações familiares, falar sobre sexualidade é um tabu, tornando-se uma das principais causas da gravidez precoce, a falta de informalidade, cumplicidade e vergonha em abordar assuntos sexuais implicam diretamente nesse contexto. Além disso, a falta de educação sexual nas escolas é um fator que influencia bastante, já que, é um ambiente de ensino, tanto para as meninas quanto aos meninos, fazendo com que desconstruirmos um sistema patriarcal e o abandono paterno, que, segundo o IBGE, o Brasil corresponde a 1 milhão de mães solo. Logo, com toda essa vulnerabilidade muitas adolescentes desconhecem os riscos causados durante a gestação, sendo eles, a própria morte por causa do seu corpo e órgãos ainda estarem em processo de formação.
Portanto, para prevenir a gravidez na adolescência é necessário que haja mais instruções por meio de palestras e seminários nas escolas, com a ajuda e instrução de professores. Com a parceria da mídia através de campanhas e propagandas feitas por outdoors e meios de comunicação mais acessados pela população capazes de transmitir mais informações e estimulando a conscientização dos jovens da prevenção. Dessa maneira, será possível que os índices de gravidez na adolescência desfalque.