Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/09/2020
Gravidez na Adolescência
Atualmente, no Brasil, ainda é extremamente assustador o número de adolescentes grávidas pois as mesmas recebem inúmeras informações, se não em casa, mas na escola, nos meios de comunicação, nas redes sociais. Esta afirmação nos traz muitos questionamentos e dúvidas sobre onde está a lacuna na educação e na formação destas meninas. Será omissão da família, necessidade de mais atividades que envolvam o lado psicossocial por meio das escolas e Poder Público ou simples e pura curiosidade ou ingenuidade das mesmas? O que se tem certeza é que algo precisa ser feito e, muito rápido, para evitar que essas adolescentes que estão com o corpo ainda em formação ,não tendo condições físicas para gerar uma vida em seu ventre, muito menos psicológicas gerem bebês com um futuro incerto tanto para as mães, quanto filhos.
Primeiramente, será abordado a questão física dessas garotas que engravidam cedo demais, sendo que ainda estão com o aparelho reprodutor em formação. Muitas sofrem aborto espontâneo ou procuram algum lugar clandestino para fazê-lo, causando danos irreversíveis a outra possível gravidez na idade certa. E se a gravidez for levada adiante, pode provocar uma série de complicações desde infecções, infertilidade até a morte da mãe. Por outro lado, temos o bebê que pode ter má formação, desnutrição ou ainda morrer, caso a mãe não faça o Pré-natal corretamente e tenha bons hábitos quanto à alimentação.
Outro fato importante a ser levado em conta, são os danos psicológicos que uma gravidez precoce pode causar à gestante pois esta, muitas vezes, se vê desamparada, abandonada por sua família, pelo pai da criança, com medo, depressiva, insegura pois não está preparada para ser responsável pela vida que está dentro dela. E, com vergonha, não busca ajuda nas áreas da saúde que são específicas para acolhê-las.
Diante de tudo que foi exposto, percebe-se que existe a necessidade do Poder Público de continuar esclarecendo por meio da mídia, de campanhas sociais, da escola sobre os métodos de prevenção da gravidez. Mas muito além disso, é preciso fazer estudos, campanhas intensas direcionadas às famílias para que tenham um olhar mais criterioso, mais afetivo para com as suas filhas e as orientem para todas as consequências que uma gravidez precoce pode trazer.