Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 25/09/2020

A gravidez no período da adolescência está se tornando um problema de ser controlado, visto que de acordo com o site da ONU, o Brasil tem 68,4% de bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos. Em relação aos efeitos da gravidez nesta idade, acontece não só por jovens com pouca escolaridade, mas também por gravidez indesejável na adolescência.

Segundo o filósofo Paulo freire, “A educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Com isso, é evidente que os jovens com um menor nível de escolaridade são os mais afetados pela gravidez na adolescência, sendo que são jovens que ainda não terminaram o ensino médio ou até nem começaram. A OMS comprova isso, já que em um comunicado ela relatou que a taxa de mulheres grávidas com um menor grau de estudo é maior em comparação com as mulheres que tiveram mais anos de educação.

Outro fator a ser observado é que 70% das gravidezes ocorrem de forma indesejada, de acordo com o Ministério da Saúde, sem nenhuma orientação de parte da família e sem o conhecimento das consequências, como o risco de passar por doenças sexualmente transmissíveis ou até o bebê pode nascer prematuro e com outras complicações. Além disso, por não terem o conhecimento adequado, acabam por engravidar sem o planejamento, podendo causar rejeição dos pais, sendo que a participação deles é fundamental.

Com isso, diante deste grande problema, cabe ao Governo Federal junto com o Ministério da Educação, implemente na grade curricular dos adolescentes, aulas de aconselhamento sexual, por meio de profissionais qualificados, a fim de que o acesso às informações possam ser ampliados bem como eles saibam como se prevenir de uma gravidez indesejada.