Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 25/09/2020

“Tudo na mulher é adivinha e tudo nela tem uma única solução e essa é a gravidez”. Na famosa expressão de Friedrich Nietzsche se evidencia que para muitas mulheres, a gestação é algo “necessário”, e o certo a se fazer. Entretanto, é de conhecimento geral que na contemporaneidade a gravidez na adolescência é a realidade de muitas no Brasil e no mundo, podendo causar diversas complicações.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, em 2016 a taxa de gravidez na adolescência na faixa etária entre 14 e 19 anos, foi estimada de 56,4 para cada mil adolescentes. Ainda que esse dado esteja acima da média internacional, ocorreu uma atenuação de 13% do número de nascidos vivos de mães adolescentes brasileiras entre 2010 e 2017.

A gestação na adolescência é um enorme risco à saúde tanto da jovem provedora quanto do feto, justamente porque o organismo nessa idade não é adequo para gerar uma criança. A principal inconveniência que pode levar esta gravidez é falta de informação sobre o assunto, que normalmente não é discutido na sociedade.

Muitas vezes ocorre a má formação do feto, e podendo levar até um aborto espontâneo ou óbito da jovem. Dentre outros problemas, são apontados problemas psicológicos como depressão pós-parto, e ansiedade, além de problemas monetários e ausência de apoio dos responsáveis pela adolescente e do progenitor do feto.

Para tanto, é necessário que o governo junto ao Ministério da Saúde disponibilizem preservativos em farmácias e postos de saúde, além de investir na educação sexual nas escolas, e que haja palestras e divulgações na mídia para apresentar aos jovens a importância sobre o tema discutido, porque nada custa mais caro que a ausência de informação.