Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/09/2020
Entre todos os países da América do Sul, o Brasil é o quarto com maior quantia de adolescentes grávidas, de cada mil garotas de 15 a 19 anos, 68 engravidam, segundo Organização Pan-Americana da Saúde. Neste contexto, é indubitável que o nosso Brasil esta enfrentando um dos maiores e preocupantes desafios na contemporaneidade: a gravidez na adolescência. O tal problemática torna-se intrinsecamente ligada diretamente a entraves históricos culturais e ao mais novo papel exercido pela família na nossa sociedade moderna. Sob este viés, pode se apontar como um empecilho para a resolução deste grande transtorno, o preconceito coletivo quando falado a necessidade de discutir o assunto. Por exemplo, a instituição escolar sabe a importância de prevenir a gravides na adolescência, porém é bem recorrentemente prejudicada pela crença equivocada de que informar os jovens sobre contracepção pode encorajá los a se tornarem sexualmente ativos. No entanto, segundo o pensador francês Michel Foucault é preciso mostrar para as pessoas que elas são livres para romper com pensamentos errôneos originados em momentos históricos diferentes. Assim, remodelando estes valores sociais será possível contornar este cenário nacional. Ademais, com a modificação social provocada pela industrialização intensiva e globalização, as famílias perdem tempo que antes eram destinado ao núcleo familiar. Nesse âmbito, o sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra “Modernidade Líquida” indica que existem as “instituições zumbis”, as quais são instituições que se mantêm, mas sem exercer sua verdadeira função. De forma análoga, sendo a família a instituição responsável pela formação moral da pessoa, quando deixa de exercer este papel pode ocasionar um grande aumento de jovens que experimentam na prática os malefícios de uma vida sexual irresponsável. Por conseguinte, expondo-se à DST e a gravidez precoce, o qual motiva outros problemas como o êxodo escolar e futura desigualdade social que esta jovem enfrentará pela falta de escolaridade. Torna se evidente portanto que a gravidez na adolescência é um grande problema a ser resolvido no Brasil. gggCabe ao Ministério da Educação impor em instituições de ensino o papel de empreender reflexões sobre o dilema, por meio de palestras educativas com dados estatísticos e relatos de mulheres que passaram pela gravidez na adolescência, tendo como alvo não só os jovens mas também os pais. Com a finalidade de conscientização dos adolescentes à uma vida sexual responsável, demonstrar aos pais a importância do diálogo no núcleo familiar e principalmente para que se desprendam de pensamentos preconceituosos ao se discutir sobre o tema. Objetivando assim a queda do Brasil no ranking de gravidez precoce nos países sul-americanos.