Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 26/10/2020
A obra cinematográfica “Juno” retrata uma adolescente de 16 anos que engravida, e por conta disso, acaba por sofrer diversas mudanças e preconceitos. Entretanto, essa é uma realidade que faz parte do cotidiano brasileiro, atingindo inúmeras jovens entre 10 e 18 anos. Dessa forma, se faz necessário ações governamentais que ampliem o diálogo sobre educação sexual e as consequências que uma gravidez precoce pode acarretar.
Em primeiro lugar, é importante salientar a necessidade de educação sexual nas escolas e nas comunidades. Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, um a cada cinco bebês a mãe possui entre 15 e 19 anos. Esse dado mostra que a falta de diálogo sobre sexualidade e a desinformação levam inúmeras jovens a terem relações desprotegidas, e muitas vezes o resultado é uma gravidez. Isso demonstra que. apesar dos conhecimentos que a sociedade contemporânea proporciona, a sexualidade ainda é um tabu, e por isso é pouco debatida.
Em segundo lugar, é válido ressaltar que a maioria das gravidezes precoces ocorrem em famílias de baixa renda e/ou com históricos de violência. De acordo com um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 76% das adolescentes que têm filhos não estudam. Esse dado mostra que, a falta de apoio dessas famílias e suas condições não permitem que as jovens voltem para a escola. Dessa forma, a falta de suporte as jovens mães acabam por impactar em seu futuro e na de seus filhos, o que muitas vezes faz o ciclo se repetir.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar essa problemática. Para tanto, é dever do Ministério da Saúde, por meio de palestras e debates, expor as opções de métodos contraceptivos e as dificuldades de uma gravidez precoce pode acarretar, para que assim as jovens estejam cientes das formas que podem evitar uma gestação e dos riscos que elas correm. Também é dever do Ministério da educação, proporcionar o empoderamento das adolescentes, por meio de projetos educacionais, para que assim elas tenham novas opções de vida. Espera-se, com isso, que essa realidade brasileira se modifique e fique limitada a ficção.