Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 01/10/2020
Na serie estadunidense “Grey’s Anatomy” a personagem Betty engravida na adolescência, sem apoio, ao dar á luz ela acaba optando por entregar o bebê a adoção. Por analogia, no Brasil observamos varias “Betty”, que sofrem com a gestação precoce ou escolhe abortar ilegalmente, o que pode botar em risco a vida da jovem. É inegável que precisasse debater a problemática apresentada, pois mesmo sendo um tema de frequente discussão ainda ha uma grande parcela de adolescentes que engravidam cedo, principalmente em regiões marginalizadas, agravado pela falta de informação sobre educação sexual e a ilusão sobre a maternidade, resultando em fatores que abrangem todo um conjunto social.
Em primeira analise, é notório que a infância feminina é encaminhada a maternidade com as bonecas, ao chegar a adolescência essa jovem começa ter uma vida sexual ativa, sem orientação sobre medidas de proteção,muitas vezes estimulada pela insegurança ou a pressão posta pelo companheiro ou pelos amigos. Embora ainda haja um tabu sobre a virgindade feminina, nos últimos anos houve um aumento do cenário em que adolescentes entre 10 e 19 anos já tenham tido relações sexuais. Segundo uma pesquisa realizada pela ONU, no Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães juvenis a cada mil meninas. Ademais, acontece uma maior sucessão em bairros abastados, em que a educação sexual e os métodos contraceptivos são pouco discutidos no meio familiar e na escola.
Em consequência disso, observa-se uma relação entre a gravidez precoce que diversas vezes pais jovens acabam abandonando a escola para poder trabalhar e cuidar do filho,principalmente as de menor poder aquisitivo. Alem disso, vinculo entre a gestação adolescente e o numero de crianças sem assistência necessária, conforme dados fornecido pelo IBGE a maioria das mães adolescentes vive nas regiões de menor desenvolvimento econômico. Assim, pode-se ver o quanto a problemática abrange todos os âmbitos sociais como o descontrole de natalidade e o desemprego, pois vê-se um jovem sem escolaridade tem menores chances de emprego e em decorrência disso aumenta a violência, desabastecimento básico, e aumento da situação de pobreza e desigualdade social no país.
Portanto, torna-se evidente a importância da discussão sobre a gravidez precoce, por alem de interferir na vida dos envolvidos influencia vários problemas sociais, como os citados anteriormente. Nesse contexto é necessário que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação junto aos meios de comunicação promovam campanhas e cartilhas sobre a gravidez juvenil, por meio de palestras e incluir a educação sexual na base curricular, mostrando os modos de prevenção e como uma gravidez não planejada pode causar a vida daquele jovem, do bebê e da sociedade. Dessa forma, diminuir os números de casos como o da personagem “Betty”.