Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 30/09/2020

Desde os tempos da Primeira Revolução Industrial a gravidez na adolescência vem sendo um obstáculo ao desenvolvimento de uma família, sobretudo urbana, devido, principalmente, à falta de controle da natalidade. No entanto, se observa, atualmente, que, embora já se tenha vários métodos contraceptivos, ela ainda perdura na sociedade brasileira, necessitando-se, assim, de uma análise acerca de suas causas, consequências e possíveis soluções.

Em primeiro lugar, é fundamental a pontuação de alguns fatores que instigam a gravidez precoce no Brasil. Nesse sentido, nota-se que a falta de educação sexual, também, centrada nos métodos de prevenção da natalidade, e não só nas doenças sexualmente transmissíveis, é um dos principais motivos da gestação precoce. Além disso, percebe-se que a falta de oportunidade, gerada pela desigualdade social, por parte da sociedade em adquirir essa educação contribui, do mesmo modo, para a gravidez na juventude.

Por consequência desses fatores, constatam-se várias situações deletérias nas quais são postas a mãe e o filho. Nessa perspectiva, no que tange à mãe, repara-se que a alta taxa de mortalidade maternal, que é uma das maiores causas de morte entre jovens, se dá, na maior parte dos casos, por causa da gestação na juventude ligada à falta de infraestrutura médica, em países latino-americanos, como o Brasil, de acordo com relatório da ONU. Ademais, a pobreza, causada pelo mesmo problema central, é evidenciada no livro ‘’Capitães da Areia’’, na medida em que relata a vida de meninos sem renda que foram abandonados pelas suas famílias, majoritariamente, por falta de dinheiro para alimentar novas bocas. Em outras palavras, é evidente que, ainda hoje, o Brasil não comporta todos os recursos necessários a um crescimento populacional.

Depreende-se, portanto, que medidas buscando à redução da gravidez na adolescência no Brasil são de muita importância. Para tanto, o Governo, junto a ONGs de serviço social que atuam no âmbito do jovem e do adolescente, deve, mediante verba nacional, promover debates e palestras, em escolas públicas e comunidades carentes, voltados aos assuntos das consequências da gravidez precoce e da importância dos métodos contraceptivos. Isso tudo por meio de profissionais qualificados da área da saúde sexual e com o intuito de que esses jovens, meninos e meninas, consigam traçar seus caminhos futuros de maneira plena, ou seja, sem dificuldades crônicas como a pobreza.