Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 03/10/2020

No filme “Simplesmente Acontece”, a protagonista Rosie fica grávida aos dezoito anos e, por isso, precisa abrir mão do seu sonho de ter o próprio hotel, para cuidar sozinha de sua filha. Fora da ficção, é fato que a gravidez de que a gravidez de crianças e adolescentes é um problema no Brasil. Contudo, existem diversos desafios para sua redução, como as questões relativas às desigualdade e à educação sexual.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, de acordo com dados do Ministério da Saúde, a maioria das mães adolescentes provêm de famílias de baixa renda, o que torna evidente a gravidez precoce e as desigualdades sociais e econômicas. Assim, a maior parte dessas jovens, devido à conjuntura social e financeira em que vivem, não sabem utilizar métodos contraceptivos ou não têm acesso a eles, o que aumenta suas chances de terem filhos durante esse período da vida.

Ademais, o fato de a educação sexual em grande parte das escolas ser inexistente ou pouco eficiente também constitui um obstáculo para a diminuição dessa problemática. Nesse sentido, cabe citar o pensamento do educador brasileiro Paulo Freire de que a sociedade não se transforma sem o ensino. Dessa maneira, se as adolescentes não forem orientadas nas escolas e também em suas casas sobre como prevenir uma gravidez, essa situação nunca será alterada.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para solucionar esse problema. Cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da capacitação dos professores, desenvolver projetos nas instituições de ensino que conscientizem os alunos sobre a importância do uso de métodos anticoncepcionais e expliquem a maneira correta de utilizá-los, a fim de que os índices de gravidez na adolescência possam ser reduzidos.