Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 24/10/2020
O filme “Preciosa - Uma História de Superação“ conta a trajetória de uma jovem adolescente que engravida após ser vítima de abusos sexuais e sofre com as consequências de uma gestação precoce. Infelizmente, essa ficção não destoa da realidade de muitas meninas no Brasil. A partir disso, é de suma importância que a saúde das adolescentes seja preservada durante a gestação, ou de forma preventiva, baseada na educação. Desse modo, fica clara relevância do tema atualmente, e a essa situação cabe uma análise.
Antes de tudo, vale salientar que a Constituição Federal de 1988 assegura a todos o direito à saúde, porém, uma gravidez na adolescência pode gerar sequelas. Esses efeitos podem estar no corpo e na mente dessas meninas que se tornam mães tão cedo, e muitas vezes, depois de serem vítimas de estupro. Nesse contexto, um exemplo disso ganhou notoriedade na imprensa brasileira em 2020. Neste caso, uma menina de 10 anos foi autorizada, pela justiça, a passar pelo processo de aborto depois de viver anos de abuso sexual por um membro da sua família. Essa jovem teve até o seu nome trocado e sua vida não voltará a ser como antes. Isso demonstra o quão grave é tudo isso.
Além disso, outro entrave que envolve a gravidez na adolescência e sua evidência no Brasil é o tabu acerca da educação sexual. Ainda hoje, muitos defendem que o envolvimento das escolas poderia, de alguma forma, incentivar os indivíduos nessa faixa etária se tornarem sexualmente ativos. Isso é mostrado na série “Sex Education”, a história que se passa em um colégio, revela a dificuldade de implantar aulas desse assunto no currículo escolar. Entretanto, em contrapartida, segundo portal gaúcho de notícias GZH, quase 50% dos jovens já se tornaram ativos sexualmente, e não tem muitas informações sobre a temática a não ser o que veem em sites pornográficos. Desse modo, fica evidente que existe um desequilíbrio no que tange a sexualidade dos adolescentes e as informações devidas.
Portanto, são notórias as sequelas de uma gravidez precoce e o quanto falta de informação sobre sexo para os jovens no Brasil. Diante disso, Cabe ao Ministério da Saúde oferecer suporte médico e psicológico pleno para as mães adolescentes ou vítimas de estupro. Ademais, o Ministério da Educação deve oferecer conhecimento com fontes confiáveis, de maneira descontraída, sobre educação sexual para os jovens. Isso poderá se dar por meio de um projeto de lei que preveja, obrigatoriamente, o cumprimento dessas determinações. Nesse plano deve haver um programa que inclui na grade escolar disciplinas que abordem temas como preservativos, doenças sexualmente transmissíveis, e principalmente, detecção de abuso sexuais. Desse jeito, a médio e longo prazo, será possível contribuir para minimização da gravidez na adolescência e seus efeitos no território nacional.