Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 23/10/2020

No documentário Meninas, é relatado diversos casos de moças menores de idade que vivem nas favelas do Rio de Janeiro, mostrando suas ações durante o período de gestação. Fora do contexto, é evidente que a realidade apresentada pela obra pode ser relacionada ao mundo contemporâneo. Logo, a maioria dos casos de gravidez na adolescência estão nas periferias brasileiras, bem como, a falta de educação sexual nas escolas públicas.

Primeiramente, é importante destacar os índices de gravidez na juventude nos bairros pobres. A respeito disso, de acordo com as pesquisas do IBGE em 2015 sobre o caso, afirmou que maioria das mães adolescentes vivem em regiões mais pobres do país. Nesse sentido, grande parte dessas pessoas nessas áreas possuem um sistema público escolar péssimo, esses indivíduos apresentam um baixo conhecimento sobre sexualidade durante a adolescência. Dessa forma, a inobservância do Estado corrobora para um aumento nos índices de gestação.

Ademais, o problema persiste na omissão do ensino de educação sexual. Análogo a isso, a Dra pediatra Phillippa Gordon em suas explicações afirmou que, conversar com adolescentes sobre sexualidade não torna-los sexualmente ativos e sim totalmente desinformados. Em síntese, alguns jovens acabam procurando aprendizado em sites pornográficos, a maneira errônea sobre o ato sexual e acabam tendo uma visão ficcional sobre o sexo. Desse modo, torna-se fundamental o ensinamento sobre a sexualidade em todas as escolas.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para combater a gravidez na adolescência no Brasil, urge ao Ministério da Educação criar, por meio de verbas governamentais, o ensino obrigatório para jovens entre 11 a 17 anos sobre a educação sexual, para a conscientização e desenvolvimento do aluno, na direção da redução dos números de gravidez na adolescência. Somente assim, a realidade apresentada pelo documentário Meninas diminuirá gradativamente.