Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 24/11/2020
A novela Malhação conta a história da personagem Keyla, uma jovem que que teve a vida escolar prejudicada por engravidar aos dezesseis anos. De fato, casos como o dela não se limitam a cenários fictícios e refletem os danos que ter um filho nessa fase podem trazer. Nesse sentido, debater sobre a gravidez na adolescência é pertinente ao contexto brasileiro. Fica notório, portanto, a necessidade de analisar as causas, consequências e possíveis soluções para essa sconjuntura.
Deve-se pontuar, antes de tudo, que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística há 70 anos, esperava-se que os cidadãos brasileiros vivessem 30 anos a menos que hoje. Nesse lógica, é válido afirmar que as mulheres precisavam iniciar a vida sexual cedo, com o intuito de formar uma família e poder cuidar dela ainda jovens. Segundo o sociólogo Anthony Giddes, a escola tem um papel essencial em transmitir ensinamentos adequados ao progresso da sociedade, a fim de enquadrar os indivíduos à nova realidade. Logo, presume-se que a o viés cultural juntamente com a falta de instrução sexual para os jovens nos colégios contribuem para essa conjuntura.
Ademais, é de responsabilidade do Estado garantir que as escolas instruem os jovens a optarem pelo sexo seguro. Dentre esses efeitos, é objetivo fundamental da República, conforme a Constituição Federal de 1988, promover o bem de todos os cidadãos. Em contraste com a Carta Magna, o Brasil demonstra despreparo em garantir amplamente esse direito, uma vez que a gravidez na adolescência poderia ser evitada com ensinamentos básicos dados pelas escolas, mas que não ocorre, como retratado em malhação. Desse modo, percebe-se certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esse problema e seus efeitos.
Torna-se evidente, portanto, que casos como o da Keyla são comuns dentro da sociedade brasileira, no entanto o Estado deve findar essa problemática. Assim, é necessário que o Ministério da Educação, inclua nas escolas aulas sobre sexologia, por meio da Nova Base Comum Curricular, a fim de instruir os jovens a serem responsáveis nas relações sexuais e apresentar as consequências que o contrário dessa atitude podem trazer, para que os jovens postergem o início da vida sexual. Além disso, cabe às prefeituras criar creches voltadas para que as mães jovens deixem os filhos em segurança enquanto estudam. Enfim, a partir dessas ações, as instruções dadas por Anthony Giddes serão colocadas em prática nas escolas brasileiras.