Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 10/11/2020
No século XIX, sociólogo Émile Durkheim disseminou um pensamento segundo o qual a sociedade funcionava como um organismo vivo, ou seja, todos os seus membros deveriam viver em harmonia para que fosse possível conquistar o bem-estar social geral. Sob esta óptica do pensador francês, no entanto, o Brasil caminha lentamente para atingir o equilíbrio nacional, visto que alguns setores populacionais, como o dos adolescentes, enfrentam desafios concernentes, por exemplo, a gravidez -resultante da fraca educação e da influência da mídia-, situação a qual fomenta maior empenho político e social para ser positivamente transformada.
Primeiramente, é primordial ressaltar a evidente gravidez na adolescência. A priori, no século XVII, segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar social. Analogamente, na atualidade, ocorre o contrário a ideia do pensador, pois, apesar da distribuição gratuita de métodos contraceptivos, o índice de gestações precoces - no qual o Brasil ocupa o terceiro lugar na América do Sul conforme a OMS - evidenciam a carência de uma educação sólida e que vise à conscientização e redução deste quadro. Ainda, é obrigação dos Governos atuarem na elaboração de medidas coibitivas, sendo, portanto, imprescindível investimentos na qualidade do ensino, principalmente em regiões vulneráveis socioeconomicamente.
Nesse ínterim, outro fator que corrobora para essa questão são os meios de comunicação. Precipuamente, o setor midiático é um dos responsáveis por esta mazela porque transmitem conteúdos que influenciam e induz ao desejo de ter relações sexuais, como as músicas de funk, em grande parte. Assim, o conjunto formado pela negligencia do Estado e da família em ensinar corretamente, a fase da puberdade e os conteúdos da mídia, resultam em gestações precoces. Portando, a união da mídia com o governo é fundamental nesse contexto.
Destarte, medidas de combate à gravidez na adolescência precisam ser elaboradas. Logo, a fim de reduzir esse índice de gestação precoce, o Governo Federal - detalhadamente o Ministério da Educação -deve adicionar na grade curricular, especificamente nas matérias de biologia e sociologia, as problemáticas resultantes, tanto o contexto socioeconômico, quanto os riscos atrelados à saúde. Ainda, tal ação é plenamente exequível por meio de palestras ministradas em todas as escolas, nas quais, os pais das menores de idade estejam presentes. Sendo assim, haver-se-á um um Brasil mais responsável e saudável.