Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 16/11/2020
O grande escritor brasileiro Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não muito distante da ficção, percebe-se semelhante aparência no que concerne à questão da gravidez na adolescência em evidência no Brasil. À vista disso, observa-se que a problemática reflete um cenário desafiador, tanto em virtude da carência na orientação sobre a sexualidade quanto ao histórico de gravidez precoce na família que necessitam ser destacados.
Dentre os inúmeros motivos que levam à gravidez precoce, é incontestável que a carência na orientação sobre a sexualidade é a causa principal dessa problemática. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil apresenta uma taxa nascimento de 68,4 para cada mil adolescentes, entrando no ranking dos países com as taxas mais altas de gravidez precoce. Haja vista que a falta de debates e campanhas em escolas é o empeço desses obstáculos. Em virtude desse fato, têm-se como consequência a evasão escolar e o aumento da desigualdade social no país, além de depressão durante e após a gravidez e parto prematuro.
Outrossim, é oportuno salientar que a gravidez na adolescência é fortemente influenciada pelo histórico familiar, sendo este o principal obstáculo para o desenraizamento da gestação precoce no Brasil. Visto que, o causador dessa problemática é a falta de diálogo da família sobre esse assunto. Nesse âmbito, consoante ao filósofo Jean-Jacques Rousseau, “O homem é produto do meio em que vive, da sociedade e da educação”. Infere-se, portanto, que a carência de diálogos sobre essa temática tem como consequência a persistência da gravidez prematura no Brasil.
Dessarte, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para reverter essa problemática. Logo, o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais e de veículos mediáticos como TV, rádio, revistas e jornais, deve proporcionar propagandas e debates que visem conscientizar a população sobre a importância da prevenção da gravidez na adolescência. Ademais, as escolas, em parceria com as famílias, por meio de debates, devem orientar sobre os riscos da gestão precoce para a compreensão dessas gravidades. Nesse viés, o intuito dessa ação é trazer mais discernimento sobre a gravidez na adolescência em evidência no Brasil. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada.