Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 21/11/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à educação e dignidade humana. Entretanto, ao analizar o hodierno cenário brasileiro nota-se o descaso do governo para minimizar a gravidez na adolescência, impossibitando que uma parcela da população usufrua desse direito na prática. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a Negligência estatal com a informação e a falta de oportunidades.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o descaso do Estado com a informação impulsiona a problemática. Nesse viés, observa -se atualmente que a sexualidade é vista como tabu na sociedade e com isso muitas políticas públicas são ausentes para conscientizar os jovens sobre a gravidez precoce, o que corrobora com a gravidade dessa conjuntura. Tal fenômeno comprova-se por meio de dados do Ministério da Saúde (MS), o qual prevê que cerca de 400 mil adolescente entre 10 e 19 engravidaram no ano de 2019. Diante dos fatos, torna-se imprescindível ações governamentais que orientem esses indivíduos sobre a prevenção da maternidade antes dos 19 anos.
Por conseguinte, é válido ressaltar a perda de oportunidades para as adolescentes. Nessa lógica, de acordo com o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa para se mudar o mundo”. Tendo em vista isso, a educação possibilita a ascensão social para os jovens e melhor qualidade de vida futuramente. Contudo, percebe-se que a gravidez precoce ocasiona um alto índice de evasão escolar, porque a maioria dessas pessoas passam a dedicar-se aos filhos e trocam a educação pelo trabalho. Dessa forma, é substancial que órgãos públicos tomem providências para reverter tal panorama social.
Em síntese, a observação dos fatos presentes na sociedade reflete a urgência de medidas para mitigar esse quadro caótico. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde (MS), por meio das principais emissoras de TV e redes sociais, elaborar uma campanha nacional de combate à gravidez na adolescência, utilizando como emissor da informação famosos da TV e das mídias digitais que têm papel fundamental na formação de opinião dos jovens brasileiros, a fim de conscientizar os indivíduos entre 10 e 19 anos sobre a prevenção da gravidez precoce. Enfim, a partir dessas ações será possível impelir uma coletividade na sociedade fiel aos ideais da Declaração Universal dos Direitos Humanos.