Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 24/11/2020

“Em vez de algema-lo aos 20 anos de idade me algemaram aos 11”- disse Sherry Johnson em um documentário da BBC News Brasil, ao contar o relato de ser forçada pela mãe a se casar com o homem que a estuprou após ter engravidado, aos 16 anos ela já tinha 6 filhos. A cada 100 mães, 20 são adolescentes no Brasil segundo o IBGE, isso se deve, dentre outras profundas análises sociológicas à ausência do entendimento referente ao que seria um relacionamento saudável em paralelo a desestrutura familiar.

Em primeiro plano, é inconsequente descartar a análise dos relacionamentos efebólicos, que carregam a maior porcentagem dos acontecimentos, visando o entendimento da problemática proposta, grande parte dos casos de gravidez na adolescência são gerados em meios de efebo filia, atração sexual por adolescentes, devido a uma cultura de sexualização precoce da mulher em uma fase de estado de vulnerabilidade psicológica, sem o discernimento das estribeiras de um relacionamento saudável, a menina é exposta a uma escala de hierarquia no relacionamento precoce e acaba pela submissão sexual, tanto em casos de estupro, como no consentimento a não utilização de meios contraceptivos. Relacionamentos precoces e doentios tendem a terminar em gravidez precoce.

Em segunda análise possuímos a desestrutura familiar mediante a ignorância, gerando em sua maioria ciclos de Carência que resultam na busca do preenchimento emocional das psicoses com relacionamentos amorosos externos com rapazes maiores de idade, a falta de autoestima das meninas que geralmente se relacionam com rapazes maiores de idade resulta na dependência de um relacionamento problemático, e que em um estado de imaturidade, por se tratarem de adolescente, visam que, filhos irão resolver as problemáticas da relação, existem casos de gravidez planejada na adolescência, isso se junta a falta de acesso a meios contraceptivos ou ainda ao não entendimento do uso desses nos casos de baixa escolaridade.

É necessário que o ministério da educação juntamente com o ministério da saúde desenvolvam projetos que disponibilizem psicólogos nas escolas, desse modo, é possível ensinar sobre a natureza de relacionamentos tóxicos e o trabalhar das psicoses e cargas familiares,  a sujeição a essa tipo de relacionamento se torna mais improvável, o que amenizaria o problema, junto com isso é preciso que métodos contraceptivos sejam disponíveis, e que a conscientização do seu uso seja garantida, palestras de terapeutas sobre sexualidade como conteúdo obrigatório do colégio seria indiscartável para a solução do problema, para que com conscientização e com uma mentalidade saudável, meninas possam continuar sendo meninas.