Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 24/11/2020

No seriado “Cidade dos Homens”, a personagem “Cris” teve de desistir do sonho de se tornar comissária de bordo devido a uma gravidez inesperada, fato que se assemelha a boa parte das jovens brasileiras. Fora dos limites fictícios, a realidade no Brasil é semelhante porque ocupa a 49ª posição em termos de gravidez na adolescência,de acordo com dados fornecidos pelo banco mundial. Nesse caso, o principal fator que contribui para o agravamento do problema é o raso conhecimento acerca dos métodos anticoncepcionais e da cultura do estupro. A partir disso, verifica-se a necessidade de medidas para atenuar tal problema.

Em primeiro plano, é evidente que a falta de compreensão da forma de proteção sexual afeta essa questão. Isso porque, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o déficit educacional do Brasil se reflete na 73ª posição no ranking mundial. Com isso, apenas as elites podem receber educação de qualidade sobre prevenção da gravidez, portanto, por falta de conhecimento e negligência do poder público, as alunas de escolas marginalizadas têm maior probabilidade de engravidarem jovialmente. Sendo assim, torna-se comum visualizar no âmbito social brasileiro, notícias que retratem essa problemática.

Em segunda análise, o grande número de casos de estupro também é importante para implicar ainda mais com o problema. Este fato pode ser explicado porque, de acordo com as estatísticas do Fundo de População das Nações Unidas, mulheres jovens com muitos filhos indesejados são vítimas de abuso sexual, o que mostra que o Estado e a sociedade negligenciam a proteção e o apoio a esse grupo minoritário. Portanto, além de ter que lidar com os traumas causados ​​pela agressão, os jovens geralmente precisam fugir da escola para trabalhar e criar os filhos, levando à pobreza e a instabilidade persistentes. Dessa maneira, percebe-se que essa problemática continua assolando o desenvolvimento da sociedade e fomentando a negligência acerca do assunto.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. Logo, para fornecer conhecimento e reduzir as taxas de gravidez na adolescência, o Ministério da Educação, como órgão do governo responsável por oferecer educação de qualidade a todos por meio da mudança dos currículos escolares, deve ampliar os cursos de educação e métodos contraceptivos, ministrados por médicos e sexólogos. Além disso, o governo federal precisa investir em políticas públicas de proteção e atendimento às vítimas de estupro. Somente assim o número de meninas grávidas irá reduzir, e a história de Cris será apenas parte da ficção.