Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 29/11/2020
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1980 a cada mil meninas gravidas oitenta eram precoce, em 2018 esse número caiu para setenta. Embora houve uma redução desse número, a gravidez imatura hoje no brasil ainda é um grave problema social. Pode-se dizer então, que essa queda lenta deve-se a deseducação sexual e a insuficiência de politicas públicas voltada para os jovens.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a deseducação como fator primário para a queda lenta da gravidez precoce. Infelizmente, na atual contemporaneidade o sexo é visto como “tabu” por muitas pessoas, tal contexto comprava-se quando o professor (não todos), em sala de aula comenta sobre o sexo, observar-se ainda a vergonha, a timidez por boa parte dos jovens. A esse respeito, o sociólogo, Zygmunt Bauman criou o conceito “Instituição Zumbi”, segundo o qual, as instituição, o Estado, existe, mas, não exerce sua função social. Entende-se, portanto, que enquanto o sexo for tratado como tabu dentro das escolas e em casa por meio dos pais, o Brasil será obrigado a conviver com os dos mas sérios obstáculos para a sociedade: adolescente prenhe precocemente.
Ademais, é imperativo ressaltar á ausência de políticas públicas voltada para os jovens como promotor do problema. Observa-se campanhas para evitar doenças sexualmente transmissível, e para a gravidez precoce não, até nos livros didáticos não contém instruções para evitar a gravidez indesejada- o momento certo de ter relação sexual e como usar os contraceptivos. Segundo a (OMS) grande parte das gravidez precoce encontram-se nas regiões Nordeste e Sudoeste, essa mesma amostra revela que as meninas não sabem para que serve e nem como usar as pílulas anticoncepcionais. Logo, temos uma parte da polução desprovida de conhecimento por ausência de políticas voltadas para esse público. Diante disso, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Observa-se, Portanto, que gravidez embora venha retrocedendo ainda é o problema grave. Nesse sentido, o Ministério da Educação por intermédio das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação em parcerias com às escolas, universidades e família. Deve inserir de modo permanente a disciplina de Educação Sexual no currículo acadêmico, além de implementar projetos, o que pode ser viabilizado por meio da edição de uma lei que altere as normas educacionais como já fora feito nos Estados Unidos. Assim, o direito a uma adolescência saudável, à vida e integridade das futuras gerações estará assegurado conforme preconiza a Constituição Federal.