Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 01/12/2020

Anos atrás, Aristóteles sugeriu que o bem-estar e felicidade dos cidadãos é dever do Estado. Nesse viés, cabe aos governantes encarar com seriedade as causas e consequências da gravidez na adolescência, tendo em vista a alta taxa no Brasil. Sob essa ótica, é preciso estabelecer as medidas mais efetivas de intervenção nos modelos atuais de educação e saúde, para garantir a formação de uma rede de informação e apoio, assegurando amplo acesso aos direitos de mães e filhos, além de orientar sobre formas de prevenção.

Nesse sentido, o Estatuto da Criança e do Adolescente garante acesso à educação e saúde, por exempli. Diante disso, pode-se considerar que a gravidez na adolescência é resultado de falhas do sistema educacional e de saúde, pois a escola é a principal fonte de informações da grande maioria dos jovens, e o SUS o responsável por campanhas informativas sobre sexo seguro e métodos contraceptivos. Assim, cidadãs em idade escolar mal instruidas acabam engravidando antes de terminar os estudos, o corpo ainda em formação sofre para gerar a nova vida e pressiona o, já precário, sistema de saúde.

Posto isso, como bem observou Isaac Newton, todo corpo tende a permanecer inerte. Logo, respeitando a primeira lei da física, sem o devido estimulo do poder público, aqueles que deveriam ser os agentes da mudança, protegendo os direitos dessa faixa vulnerável da população, nem sempre cumprem seu papel. Dessa forma, as mais jovens acabam sendo privadas de se desenvolver, vítimas da negligência, encaram os desafios da maternidade precoce. Com isso, é necessário criar estratégias para reduzir a gravidez indesejada, especialmente nessa faixa etária, e criar estruturas de apoio que facilitem a vida das jovens mães brasileiras.

Portanto, uma sociedade em constante evolução deve enfrentar a gravidez na adolescência, tão evidente no Brasil. De tal modo, cabe aos governantes criar campanhas sobre educação sexual, com o apoio do Ministério da Saúde, e desenvolver uma rede ampla de apoio às mães adolescentes, combatendo desse modo as causas e consequências da gravidez precoce. Feito isso, será possível observar a queda das taxas graças a conscientização e garantir o desenvolvimento social das mães com o suporte governamental.