Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/12/2020

A série “Sex Education”, produzida pela Netflix, ressalta a importância da educação sexual e dos diálogos familiares, tratando de temas como relações sexuais durante a juventude, aborto, entre outros. Todavia, seja por fanatismo religioso, negligência, ou até mesmo desconforto, o sexo ainda é tratado com descaso, visto como um tabu na sociedade, trazendo sérias consequências, como até mesmo o aborto inseguro. Discute-se, portanto, a gravidez na adolescência em evidência no Brasil.

Primeiramente, é mister salientar os extremos contemporâneos. De um lado, a tecnologia surpreende pelas inovações. De outro, o comportamento humano está estagnado numa cultura de valores distorcidos, comprovando a toeria de Ortega y Gasset, sobre quanto mais avançada a sociedade, maiores os problemas. Observa-se isso em relação à gravidez na adolesência. Parece contraditório, mas ao mesmo tempo que a informação aumentou em nível global, dados do Conselho de Direitos Humanos da Oranização das Nações Unidas (ONU), afirmam que 225 milhões de mulheres não têm acesso a métodos contraceptivos. Outrossim, segundo o filósofo Aristóteles, “a educação possui raízes amargas, mas seus frutos são doces”, logo, a educação sexual é a forma mais eficiente de reverter esse quadro.

Consequentemente, índices de depressão e aborto não sanitário aumentam. Novamente, de acordo com os dados da ONU, 47 mil mulheres morrem por ano realizando abortos. Ademais, conforme o Ministério da Saúde, 10 milhões de brasileiros sofrem de depressão, sendo grande parcela desse número composta por jovens, reafirmando a fragilidade da idade, e outra consequência que a gravidez na juventude pode trazer. Sendo a saúde direito de todos, e dever do Estado, como consta a constituição de 1988, e, sendo a depressão e o aborto consequências desta discussão, gravidez na adolescência se torna um problema de saúde pública e dever do Governo de orientar e auxiliar os jovens.

Fica evidente, portanto, que a gravidez na adolescência configura-se como um problema na sociedade atual. O Poder Público, junto com o Ministério da Saúde e da Educação, deve, por meio de projetos sociais em instiuições de ensino, disponibilizar médicos, psicólogos e educadores, para informar sobre os riscos da gravidez na adolescênciaa e normalizar o tema “educação sexual”, sendo essa, capaz de transfazer dados no Brasil, diminuindo os índices, e amparando os jovens na sociedade.