Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/12/2020

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 400 mil adolescentes brasileiras engravidam anualmente. A princípio, o anúncio da concepção de uma nova vida deveria ser recebido com alegria, porém, quando ocorrida precocemente, a gravidez pode causar graves transtornos à saúde e à formação educacional da jovem mãe.

Em primeiro plano, evidencia-se que a gravidez na adolescência é um fator de grande risco à saúde da jovem gestante, haja vista que seu corpo não está totalmente preparado para receber as mudanças causadas pela presença de um bebê em seu organismo. Em síntese, é evidente o risco que a adolescente corre durante a gravidez, sendo essa a principal causa de morte entre adolescentes no mundo, segundo a organização Save the Children.

Outrossim, é imperativo pontuar que as limitações impostas às jovens mães ao se dedicarem ao cuidado de seus filhos dificultam sua formação educacional. De acordo com a Fundação Abrinq, 30% das mães adolescentes com até 19 anos não concluíram o ensino fundamental. Desse modo, é possível perceber que os danos causados por uma gestação precoce à formação educacional de uma jovem aumentam o risco de dependência financeira dos seus parceiros e abrem portas para uma relação abusiva.

Fica claro, portanto, que a gravidez na adolescência oferece sérios riscos à saúde, aos estudos e à vida financeira de uma jovem adolescente. Logo, é necessário que o Ministério da Educação (órgão do governo federal responsável pela gestão da educação brasileira), por meio de portarias e investimentos financeiros, promovam nas escolas campanhas lideradas por educadores e profissionais da saúde para orientar os jovens sobre a necessidade e as formas de se evitar uma gravidez, bem como evidenciar os riscos inerentes a uma gestação precoce, a fim de reduzir drasticamente as taxas de gravidez na adolescência no Brasil.