Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 02/01/2021
O período das Grandes Navegações foi marcado pela expansão territorial dos países europeus, o que levou à colonização do Brasil por Portugal, em 1500. Assim, as novas colônias foram altamente influenciadas por seus costumes, trazendo consigo cicatrizes desse processo em sua história. Atualmente, o país canarinho enfrenta um alto índice de gravidez na adolescência, que é evidentemente ignorado por uma sociedade de raízes conservadoras. Com isso, a esfera da saúde é extremamente afetada, devido à assistência prestada às jovens durante toda a gestação. Diante dos fatos expostos, torna-se necessária a desconstrução de valores conservadores presentes no cotidiano.
É relevante abordar, em primeiro lugar, que a sociedade brasileira é fortemente marcada pelo catolicismo, religião que condena as práticas sexuais realizadas antes do matrimônio. Desse modo, a educação sexual é considerada um tabu, não sendo, portanto, abordada nas escolas. Isso se deve ao raciocínio errôneo dos pais e comunidades de que os jovens estarão sendo influenciados a praticarem tais atos. Segundo pesquisas da Organização das Nações Unidas, cerca de 68,4 nascimentos ocorrem a cada mil meninas da faixa etária de 15 a 19 anos. Logo, é perceptível a relevância de dar aos adoles- centes informações fundamentadas sobre o assunto, a fim de reduzir tais números.
Com isso, o documentário brasileiro “Pro dia nascer feliz” busca expor as consequências de uma gravidez precoce baseado em fatos reais, mostrando a importância de agir de modo consciente nas relações sexuais. Infelizmente, por aparentar certa maturidade, muitas jovens pensam estar adequadas à maternidade, sem ciência de que o corpo feminino ainda não concluiu o desenvolvimento necessário para tal. Por conseguinte, a gravidez nessa faixa etária pode gerar, tanto à mãe quanto na criança, sequelas permantentes, ou até mesmo comprometer a vida de ambas.
Portanto, é urgente a tomada de medida que possa colaborar para a diminuição do índice de gravidez na adolescência. O ministério da educação deve incluir a disciplina que ensina a respeito da educação sexual na matriz curricular dos alunos de nível médio, através de mudanças no projeto pedagógico. Isso será realizado com o intuito de prezar pela saúde dos jovens, garantindo informações embasadas e oficiais a respeito dos riscos de relações sexuais desprotegidas. Só assim será possível desconstruir os padrões presentes na sociedade brasileira desde o século XVI.