Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 08/07/2021
A Declaração dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), garante a todos os direitos à saúde, educação e ao bem-estar social. No entanto, no cenário brasileiro, observa-se justamente o contrário quanto à questão da gravidez na adolescência. Nessa perspectiva, nota-se como a resistência em usar preservativos e a falta de informação intensificam tal problemática.
Em primeiro plano, é importante destacar a grande resistência em usar preservativos em relações sexuais. Segundo uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, 6 em cada 10 jovens de 15 a 19 anos não usam preventivos. Diante disso, fica nítido uma das principais causas de gravidez precoce, uma vez que, sem uso de proteção, o casal fica sujeito não só gravidez indesejável, mas também ao risco de contrair Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), pondo em risco parceiros futuros e até mesmo a criança que poderá ser gerada, transmitindo doenças à placenta e podendo causar complicações durante a gestação e parto.
Simultaneamente, vale ressaltar a falta de informação sobre o assunto entre os jovens. De acordo com uma pesquisa feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem gravidez na adolescência acima da média latino-americana, onde a taxa de nascimento a cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos é de 68,9%. A partir disso, nota-se como a ignorância sobre os métodos de proteção e início da vida sexual são assuntos pouco discutidos, visto que as escolas não priorizam esse tipo de abordagem e os pais não se sentem confortáveis em dialogar com seus filhos sobre a importância da prevenção. Sendo assim, crianças e adolescentes sem o mínimo de informação, estão sujeitos a procriar outra vida precocemente, influenciando o próprio futuro, na qual, na maioria das vezes, se privam de muitas coisas, como educação e vida social para cuidarem dos seus filhos.
Portanto, é interessante que esse problema seja cessado. Baseando-se nisso, faz-se necessário a intervenção do Ministério da Saúde, por meio de campanhas e divulgações, propagar a importância dos métodos contraceptivos, informar sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), quais são os seus sintomas e como tratá-las. Do mesmo modo, o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação, por meio de palestras, oficinas e projetos, incluir uma matéria sobre Educação Sexual nas escolas e instruir os jovens sobre os efeitos da gravidez precoce, para que o número de mães jovens diminua a cada ano. Dessa maneira, aos poucos, dando espaço para um país prudente, efetuando, então, a lei dos Direitos Humanos.