Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Muito se tem discutido, recentemente, sobre gravidez na adolescência, um problema que cresce mundialmente e afeta toda sociedade. Por um lado, temos o tabu entre pais ou responsáveis de não orientarem seus filhos sobre sexualidade, por outro, jovens sexualmente ativos precocemente sendo negligentes quanto ao uso de proteção, tornando-se pais jovens. Desse modo, a educação sexual é a meneira mais eficácia de preparar os adolescentes para a vida sexual de forma segura e responsável.

Em primeira análise, é importante observar que os jovens estão em época de descoberta e, com isso, a precaução é inexistente. De acordo com o Ministério da Saúde, 66% das gestações entre adolescentes não são planejadas, isso se da pela falta de diálogo no circulo familiar. Muitos responsáveis preferem ignorar que seus filhos terão vida sexual e não os direcionam sobre prevenções adequadas e possíveis consequências de tal ato, como serem pais precocemente e, até mesmo, contraírem possíveis DSTS.

Outrossim, é valido salientar que a gravidez precoce traz sérios riscos à saúde do adolescente. Pode gerar conflito familiar e problemas psicológicos durante e após a gestação de uma jovem, por não ter assistência adequada, como um pré-natal, vitaminas para o bebê e, principalmente, maturidade para lidar com a responsabilidade de se tornar mãe tão cedo. Com isso, o abandono escolar e a dificuldade em se encaixar no mercado de trabalho por se tornarem pais jovens geram um grande empasse na vida de ambos, tornando-se um ciclo familiar na realidade desta família.

Infere-se, portanto, que a gravidez precoce é fruto de uma sociedade cheia de tabus, na qual, evita-se falar sobre sexualidade. Sendo assim, O Ministério da Saúde em parceria do Ministério da Educação, deve inserir, na grade curricular do ensino fundamental II e médio, educação sexual com a finalidade de informar sobre os desafios enfrentados ao se tornarem pais precocemente e as possíveis doenças que podem ser transmitidas pela falta de proteção como  HPV, HIV e hepatite C que não possuem cura. Ainda cabe às escolas criarem palestras sobre a importância de se debater esse assunto em questão com a presença obrigatória de pais e alunos para, que assim, todos tenham a consciência do quão serio é ter uma vida sexual ativa.