Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 15/05/2021

No documentário feito pelo “Profissão reporte” é tematizado como a gravidez na adolecência pode prejudicar a vida e a saúde de jovens, principalmente as que fazem parte da classe mais pobre da sociedade. Desse modo, a falta de políticas públicas nas zonas mais periféricas e rurais do país pode privar grande parte da população de cuidados e informações necessárias sobre tal tema, excluindo parcela da sociedade dos males que a temática trás para a vida do indivíduo em sociedade. Neste sentido, destacam-se a falta de debate e a omissão governamental como principais entraves da problemática.

A princípio, é lícito destacar a falta de debate como obstáculo para tal tema. No livro “Labirinto de quatro dias”, de Betina Cordeiro, é narrado como a falta de informações pode prejudicar os jovens, que por sua vez, se sentem perdidos em situações de estresse, como ao descobrir uma gravidez indesejada, podendo leva-los a cometer ações que prejudique sua saúde. Assim, darse a importância de debater e informar os jovens sobre prevenção e cuidados na gravidez, principalmente aqueles que não fazem parte da elite brasileira, e não tem acesso a internet.

Ademais, vale postular a insuficiência governamental como persistência da problemática no tema. De acordo com o jornal “O globo”, o número de jovens com menos de 18 anos que engravidaram entre 2015 e 2020  cresceram cerca de 22% no Brasil, comparado aos anos anteriores. Assim, vale citar que por conseguência do aumento de gravidez em jovens, aumenta também o número da evasão escolar, principalmente em zonas mais pobres das grandes metrópoles, onde muitas vezes os pais precisam parar de estudar para tentar sustentar o filho, pois, a escassez de assistência social nessas regiões priva a sociedade menos favorecida de direitos básicos, como saúde e educação, contribuindo para a concretização da desigualdade social no Brasil.

Portanto, diante das entraves supramencionadas, é necessário que o Ministério da educação, juntamente com o Ministério da saúde, disponibilize palestras e rodas de conversas em escolas públicas e privadas, abertas para toda a comunidade local, feitas por assistentes sociais que trabalhe com testemunho de mães que engravidaram ainda na adolecência, buscando conciêntizar e ensinar os jovens a se prevenir, como também tomar os cuidados básicos e necessários quando for o caso de gravidez, desse modo, busca-se trazer em palta a gravidez na adolecência em evidência no Brasil com mais recorrência.