Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 07/04/2021
Na série britânica “Skins”, a personagem Jal sofre com maternidade precoce devido à falta de prevenção e planejamento familiar; por consequência disso, acaba abandonando sua carreira de musicista. Fora da ficção, de acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Brasil tem a sétima maior taxa de gravidez adolescente da América do Sul. O que demostra a enorme quantidade de jovens que, assim como Jal, enfrentam a dura realidade de uma maternidade precoce. Tal desequilíbrio inconcebível, e merecedor de um olhar mais crítico de enfrentamento.
Em uma primeira análise, cabe salientar a falta de instrução adequada sobre as responsabilidades de uma vida sexual e métodos contraceptivos, tanto no ambiente familiar, quanto no escolar, como fator contribuinte para o elevado índice brasileiro de gestação na adolescência. Pois tratar sobre esses assuntos ainda é um tabu social pela errônea crença de que a orientação fomenta estímulo para se iniciar uma vida sexual mais cedo. E de forma análoga à lógica de Immanuel Kant quando ele diz que o homem é o que a educação faz dele, os jovens, isentos da informação que essas instituições os deveriam oferecer, acabam adquirindo aprendizado na prática, expondo-se à possíveis DSTs e à gravidez precoce.
Ademais, a adolescência é uma fase da vida onde o estudo deve ser prioridade, e o trabalho e sustento financeiro, função dos pais ou responsáveis. A concepção de um filho nesse período dificultará a concretização dessa expectativa, pois os jovens terão de se dedicar ao sustento e criação do bebê. E tendo em vista que o mercado de trabalho demanda cada vez mais de um grau de escolaridade elevado para a inserção de novos integrantes nele, esses jovens, longe dos estudos, estarão em desvantagem na busca por estabilidade financeira, e terão uma vida propícia a situação de pobreza.
Portanto, partindo-se do pressuposto de que a gravidez na adolescência em evidência no Brasil é um quadro problemático, é mister que medidas sejam implementadas para que ele seja solucionado. Sendo assim, o Ministério da Educação deve, por meio da implementação da educação sexual na grade curricular do Ensino Médio, fazer ser de ciência de todos os alunos, quais são os métodos de contracepção, a forma de como utilizá-los, as responsabilidades necessárias para o exercício de uma vida sexual e as desvantagens de uma gravidez precoce. Espera-se com isso, a implantação de mais consciência e responsabilidade na juventude brasileira para que ela passe menos por situações como a de Jal.