Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 23/03/2021
Na série americana “Ginny e Geórgia”, uma personagem Geórgia quando adolescente apresenta uma gravidez indesejada, bem como a falta de renda e de lugar para se estabelecer com uma filha, ou que corrobora para os impasses da trama. Análogo a isso, fora da ficção, a gravidez na adolescência é uma realidade na sociedade brasileira, visto que a gestação jovial é um problema de saúde pública, cujos efeitos são nefastos. Sendo assim, cabe citar a negligência estatal e a falta de educação sexual, como fatores que influenciam essa problemática.
A princípio, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a gestação em adolescentes. Desse modo, o desleixo em tratar esse assunto como questão de saúde pública e a falta de contraceptivos disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (Sus) auxiliam para a ciese jovial, em virtude disso ocorrem mudanças extremas no estilo de vida da mãe que podem prejudicar seu futuro, como a evasão escolar. Em síntese, as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o direito de saúde garantido constitucionalmente, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a lacuna na educação sexual devido ao tabu persistente na sociedade, como o impulsionar da gestação precoce. A respeito disso, na série “Sex education”, um adolescente, por ser filho de uma terapeuta sexual, possui certo conhecimento sobre o assunto e, por isso, passa a aconselhar seus colegas que carecem de uma referência no tema. Nesse viés, a falta de informações e debate sobre o assunto gera no adolescente uma série de dúvidas que na maior parte são sanadas em sites pornográficos e redes sociais. Logo, a falta de diálogo influencia negativamente no desenvolvimento do jovem, o que urge intervenção.
Portanto, faz-se necessário desenvolver medidas para mitigar o assunto em questão. Dessa maneira, deve o Ministério da Saúde, responsável por dispor de condições para a proteção e recuperação da saúde, em parceria com o Ministério da Educação, elaborar, por meio das escolas com profissionais do assunto, a fim de ensinar e conscientizar aos jovens sobre os riscos à saúde de uma gravidez precoce e das infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, deve a Família, desenvolver diálogos, com o objetivo de ensinar sobre a educação sexual. A partir dessas ações, espera-se promover os índices baixos de gravidez na adolescência na sociedade brasileira.