Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 02/04/2021

De acordo com a Constituição de 1988, é dever do Estado assegurar e manter a educação básica obrigatória para todos no Brasil. Todavia, há de considerar que a gravidez na adolescência tem ganhado destaque no país, consequentemente, rompendo o objetivo do Governo com a sociedade brasileira. Sendo assim, é de suma importância mencionar os grandes causadores desse impasse, tais como a falta de estrutura e suporte para o conhecimento populacional e também, a normalização dele como principal agente incentivador entre jovens.

Acerca dessa lógica, não há dúvidas de que, na maioria dos casos de gravidez precoce, é a falta de acesso às informações essenciais para sua formação. A exemplo disso, a frase do filósofo Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, tem grande reflexo da comunidade até os dias atuais. Isto é, se a juventude não consegue o conhecimento fundamental sobre o assunto, ela será inútil, visto que não terá consciência de seus atos. Por isso, a escassez acerca da educação sexual é potente para o desenvolvimento desse estigma.

Além disso, cabe ressaltar que uma gestação antecedente é mais comum do que se pode imaginar. Para ilustrar, essa normalidade tem origem nas crenças antigas da Idade Média, já que, nessa época, era obrigatório a obtenção de herdeiros por meninas de 15 anos, em outros casos, até menos idade. Ou seja, o incentivo a vida sexual ativa adiantada está enraizada, desde os primórdios do mundo, na nação. Entretanto, o descuido com esse fator foi crescendo entre a geração mais nova causando problemas sociais em toda população.

Em suma, conclui-se que é necessário medidas que combatam os causadores desse problema acerca de atingir o objetivo do Estado no país. Para isso, é indispensável a ação do Ministério da Educação, por meio de leis, promover aulas de educação sexual na grade escolar como necessárias, a fim de conscientizar todos os jovens sobre seus atos e preservar a dignidade infantil entre eles. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde, promover propagandas e seminários estudantis, com o fito de informar os males que uma gestação precoce pode ocasionar na vida das mulheres novas. Enfim, desenvolvendo um pensamento kantiano no que concerne a maior deferência humana.