Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 15/04/2021

A recém lançada série da Netflix “Ginny e Georgia”, a história de mãe (Georgia) e filha (Ginny), trata de assuntos muito comedos hoje em dia, como violência doméstica e gravidez na adolescência. Tal como Georgia que engravidou pela primeira vez aos 15 anos, muitas meninas brasileiras ainda não tem um ensinamento eficaz quanto a esse problema, e acabam dando à luz ainda muito novas. Além disso, os riscos da maternidade precoce, tanto físico quanto pisicológicos, não são tratados nem pelos pais, por ainda se tratar de um tabu quando discutido, e muitas vezes nem pela escola.

Indubitavelmente a falta de informação é o obstáculo principal para uma diminuição das taxas de gravidez na adolescência. O site G1 de notícias informa em uma reportagem que “cresceu o número de adolescentes de 10 a 14 anos grávidas no estado de Alagoas, segundo DataSus”. Afirma ainda que se trata especialmente do fato de haver pouca abertura para o assunto, fazendo com que meninas não saibam como se prevenir em muitos dos casos. Inclusive, o lado psicológico da jovem, é um dos mais afetados, principalmente quando o pai da criança não tem vontade de assumir um filho no auge de sua juventude. “Ela pode ficar deprimida, ter transtornos alimentares, e pode chegar até a cometer um suicídio”, afirma a psiquiatra Carmita Abdo, professora do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Outrossim, geralmente a notícia cai como uma bomba para amigos e família da adolescente. Contudo, na maioria das famílias onde ocorrem tais casos, esse assunto é pouco conversado, e as meninas comumente, nem sabem como usar um método contraceptivo, afirma uma reportagem publicada pelo G1. Salienta-se ainda no mesmo site que, 75% das adolescentes que tem filhos, estão fora da escola. É certo que no Brasil, a menos que os pais da menina tenham uma boa condição para ajudar a sustentar o bebê, um gestante provavelmente terá que abandonar os estudos para buscar um sustento para uma criança. Assim acontece também na série já retratada no texto, onde Geórgia, que por sofrer violência doméstica de seu padrasto, fugiu de casa, engravidou, e por medo de perder a guarda de sua filha Ginny para os pais do namorado, busca sozinha,

Visto isso, é dever da família fornecer uma educação suficientemente explicativa para meninas e meninos, com o intuito de evitar que uma gravidez precoce ocorra, além de precisar explicar como métodos contraceptivos funcionam corretamente. Ademais, é responsabilidade da escola e do sistema de saúde ter profissionais bem treinados, para que, se a menina precise de quaquer tipo de ajuda tanto pisicológica ou física, e a jovem não tenha apoio em casa, possa ter outras opções para pedir socorro.