Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 15/04/2021

No livro ”Simplesmente Acontece” da autora Cecelia Ahern é possivel acompanhar a  história da personagem Rosie que por conta da gravidez precoce teve que adiar seus planos de fazer faculdade fora do seu país. De maneira análoga, a realidade pouco se difere da ficção dado que a gravidez na adolescência promove vários obstáculos a essas jovens, e está associado em especial a problemas socioeconômicos, ocasionada não só pela falta de educação sexual por parte da família e da escola como também pela cultura do estupro.

Vale ressaltar, de início, que as Instituições Sociais são um dos principais meios de se obter conhecimento sobre diversos assuntos. Em contrapartida a negligência familiar e escolar é um fator determinante para o número de casos de gravidez entre treze e dezoito anos. Consoante ao filosofo francês Michel Foucault isso ocorre por conta da exclusão do discurso informativo na sociedade, já que o sexo é considerado determinado assunto a qual não se pode conversar e esse tabu em torno faz com que se prive informações básicas sobre os riscos do ato sexual, tanto no âmbito familiar quanto escolar. A partir desse principio, a gravidez indesejada é impulsionada.

Concomitantemente, é importante que os casos de estupros sejam considerados, tal fato é explicado de acordo com o Fundo de População das Nações Unidas que afirma que boa parte das jovens que têm filhos não desejados foram vítimas de abusos sexuais, o que mostra ainda mais o descaso da sociedade para proteção e suporte com essas pessoas. Consequentemente surgem ainda mais obstáculos na vida dessas meninas, tanto psicológico quanto educacional já que muitas delas precisam evadir a escola para trabalhar e sustentar seus filhos. Logo, medidas precisam ser tomadas para a melhoria do problema.

Portanto, é evidente que a gravidez na adolescência é uma problemática a ser solucionada no país. O Ministério da Educação, na condição de órgão publico, crie projetos que por meio de palestras e mudanças curriculares na escola acrescentando sexólogos atinja o objetivo de orientar jovens e pais à uma vida sexual responsável, demonstrando a importância do diálogo e principalmente a normalização ao se discutir sobre o tema. Dessa forma, será possível reduzir o quantitativo de meninas gestantes de forma precoce no Brasil