Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/04/2021

É perceptível que a gravidez na adolescência é uma pauta que está em evidência no Brasil. Tal problemática, embora seja de extrema importância, não possui a atenção que deveria. É possível afirmar que, na maioria dos casos, tal situação é resultado de um acidente. Isso ocorre, principalmente, pela falta de conhecimento e estudo em relação aos métodos contraceptivos e ao que é necessário para que ocorra uma fecundação. A ignorância encontrada nesses casos pode trazer consequências graves, podendo mudar completamente a vida dos futuros pais ou até trazer riscos ao feto. Sendo assim, faz-se necessário que as autoridades se atentem a esta situação até que a mesma seja resolvida.

Em primeiro lugar, vale citar que o principal fator pelo qual adolescentes engravidam acidentalmente é a falta de instrução a respeito do assunto. Na maioria dos casos, os envolvidos não souberam se prevenir da maneira adequada, utilizando os métodos contraceptivos de maneira ineficaz ou nem os usando, por acreditarem não ser necessário para a situação. Nesse contexto, é possível citar  o filme “Simplesmente Acontece”. Ele conta a história de Rosie, que em seu aniversário de 18 anos utiliza um preservativo de maneira errônea e acaba engravidando, o que frustra seus planos de ingressar na universidade que almejava. É fato que a falta de educação sexual nas escolas brasileiras é a principal responsável pelo exorbitante número de casos registrados.

Além disso, é importante destacar que gravidez na adolescência é um problema de saúde pública. O último relatório do fundo de população da ONU constatou que todo ano, no Brasil, cerca de 430 mil bebês nascem de mães adolescentes, superando a média mundial. A gravidez precoce pode facilmente acarretar num aborto natural, num nascimento prematuro ou até ocasionar a morte da mãe, nos casos mais graves. Além disso, também pode ser considerada um problema social, por trazer consigo uma grande mudança na vida de todos os envolvidos e principalmente, da mãe. Mães adolescentes tendem a precisar renunciar a seus estudos, trabalho e lazer, tendo, no futuro, uma maior dificuldade de conquistar sua autonomia.

Assim, pode-se perceber que medidas precisam ser tomadas para a solução desse problema, que é tão recorrente no país.  Ao Conselho Nacional de Educação, cabe a elaboração e a implantação de aulas de educação sexual nas escolas, cujos professores sejam capacitados para explicar e sanar todas as dúvidas possíveis a respeito, principalmente, dos métodos de prevenção, a fim de que, quando necessário, esses alunos possam fazer uma escolha consciente. Somente entendendo esses conceitos será possível erradicar tal problemática.