Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 16/04/2021
O número de jovens com gravidez na adolescência vem crescendo de maneira alarmante e espantosa. Essa infeliz realidade causa diversas consequências ao indivíduo, como saúde, educação, emprego, nos seus direitos e na autonomia na fase adulta ao terem filhos tão cedo. Sabe-se que o aumento da maternidade precoce entre os adolescentes está diretamente ligado à carência de educação sexual, e à violência sexual.
Em primeiro plano, deve-se analisar que de acordo com o relatório de 2017 da Organização Pan-Americana de Saúde (PAHO), entre 2010 e 2015 a média brasileira foi de 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos. Isso é gerado por ainda haver tabu nas famílias quando o assunto é sexo, e por conta dessa ausência de diálogo repercute negativamente na prevalência de gravidez, também é importante a pontar que na maioria dos colégios não há aulas de educação sexual e métodos preventivos.
Vale ressaltar também, que 7 em cada 10 adolescentes, de 10 a 14 anos, engravidaram por consequências do crime estupro, na maioria das vezes provocadas por um familiar ou um parceiro íntimo. Isso ocorre por conta do machismo estrutural ainda presente na sociedade, isso fica evidente em situações que a vitima do crime estupro, acaba por ser a culpada por tal transgressão, sendo acusada de usar roupas curtas ou andar entre muitos homens.
Portanto, a fim de garantir que haja a diminuição de gravidez na adolescência, os jovens devem ter pleno acesso à informações de educação sexual e à desconstrução do machismo estrutural, cabe ao estado, inserir palestras e aulas sobre pedagogia sexual e respeito as mulheres. Também é de grande importância que haja manifestações de jornais e redes sociais falando sobre métodos contraceptivos e acatamento das leis de estupro.