Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 16/04/2021
A evolução psicossocial do brasileiro é acompanhada de melhorias na escolaridade, fazendo com que, ao longo do tempo, a população torne-se mais engajada a respeito da vida como um todo. A exemplo disso, a taxa de natalidade em países com uma educação estruturada, como nos europeus, é muito inferior ao mesmo índice analisado em regiões sub-desenvolvidas, pois esses lugares possuem um alto Índice de Desenvolvimento Humano(IDH). Diante disso, dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimeto(PUND) comprovam que o continente europeu detém o melhor IDH do globo. Sendo assim, a gravidez na adolescência no Brasil coverte-se em um problema sistemático por falta de uma infraestrutura adequada que não permite o acesso à escolarização de boa qualidade, o que resulta na falta de conhecimento sobre o tema e agrava as desigualdades no mercado trabalhista.
Exordialmente, a falta de instrução e escolaridade permitem que os jovens não tenham discernimento da prevenção e dos riscos à gravidez. Corrovorando essa tese, as ideias de Émile Durkheim a respeito de que as ações humanas são condicionadas pelo meio social onde esses estão inseridos explica esse fato, porque a falta de conversa familiar a respeito do ato sexual e de como se prevenir, o ensino público de baixa qualidade e a falta de investimentos governamentais voltados para a juventude são estímulos ao descaso no tocante à prevenção. Dessa maneira, é fundamental que todas essas instituições sociais estejam integradas para fundamentar um aporte psicológico no jovem.
Portanto, sem alicerces fundamentais, como um bom ensino e falta de conhecimento sobre a temática abordada, jovens brasileiras abandonam suas instituições escolares a fim de gerar seus filhos. Evidenciando isso, o Ministério da Educação, pela Organização dos Estados Ibero-americanos e pela Faculdade Latino Americana de Ciências(Flacso) revela que 18% das jovens brasileiras grávidas abandonam a escola. Consequentemente, com um baixo grau de escolaridade e sem formação acadêmica necessária, essas adolescentes, em sua maioria, tornam-se trabalhadoras informais sem os seus devidos direitos trabalhistas, como registro em carteira de trabalho.
Infere-se, portanto, que tornar visível a gravidez precoce no Brasil é uma ação necessária para que se evite e reduza esse fato. A fim de alterar a baixa instrução das pessoas com menos acesso a ela e a desigualdade no mercado de trabalho, é essencial que o Ministério da Educação promova palestras com os pais, os jovens e o corpo docente das escolas sobre métodos contraceptivos, com o auxílio de psicólogos e especialistas no assunto, assim, essas jovens terão o necessário para previnir-se contra a gravidez e ingressar no mercado de trabalho formalmente. Afinal, como Immanuel Kant disse, “O ser humano é aquilo o que a educação faz dele.”.