Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 23/04/2021

Tendo como trama a vida dos alunos da escola “Las Encinas”, a série espanhola Elite mostra o cotidiano da personagem Marina, que engravida de forma indesejável em sua adolecência. Tal seriado, em primeira análise, diverge a realidade contemporânea, quando observa-se casos de gravidez na juventude no Brasil. Nessa perspectiva, seja pela falta de métodos contraceptivos, seja por ser vítima de estrupo; o descaso com a situação continua afetando de forma negativa o cotidiano brasileiro, o que exige reflexão urgente.

Em primeira análise, faz-se necessário lembrar a ausênsia ou o mau uso de preservativos dos adolecentes. É oportuno assimilar que conforme Adele Benzake, ex-diretora do Departamento de HIV / Aids, “O mundo e as conversas mudaram, as campanhas pelo uso de camisinha têm que evoluir”. Por esse ângulo, a afirmação pode ser aplicada quando se analisa casos de gestações não planejadas na adolescência, sendo uma consequência da falta de anticoncepcionais. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um terço de 1742 jovens entre 14 e 25 anos, afirmam não usar contraceptivos no ato sexual. Destarte, discorrer criticamente uma problemática é o primeiro passo para o desenvolvimento de um país equânime.

Somado a isso, é cabível mencionar o aumento de ocorrências de estrupos na sociedade, que facilita também o aumento de casos de gravidez precose. Segundo o dramaturgo, jornalista irlandês George Bernad Shaw “O progresso é impossivel sem mudanças”. Analogamente, reividicações do corpo social buscam o fim de uma gravidez precipitada causada pela violência sexual. Em concordância com o G1, uma menina com 11 anos de idade, ficou grávida após ser vítima de estrupo no Espírito Santo em agosto de 2020. Assim, as medidas necessárias devem ser  dadas pelas autoridades competentes, a fito de atenuar o revés.

Portanto, o entrave enfrentado pelos jovens apresenta barreiras peocupantes. Para amenizar esse cenário, urge que Ministério de Saúde faça campanhas com a distribuição de preservativos de forma gratuita para a diminuição dos casos de gestação de menores de idade e ainda cabe o Governo Estadual promover projetos com a finalidade o ensino da defesa pessoal em casos de violencia sexual, como o estrupo. Somente assim, será possivel evitar casos parecidos com o fato que aconteceu com Marina, personagem da série Elite.