Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 26/04/2021
No desenho “Padrinhos Mágicos”, da Nickelodeon, Timmy Turner é um garoto de 10 anos com uma vida conflituosa, sofre ‘bullying’ na escola, é negligenciado pelos pais e intimidado por sua babá. Entretanto, a criança possui padrinhos mágicos, criaturas mágicas as quais realizam desejos de crianças e adolescentes para facilitar suas vidas. Fora da ficção, é evidente que tais seres não existem, infelizmente, para adolescentes brasileiros que sofrem com a gravidez numa idade precoce. É indiscutível que esses cidadãos precisam de auxílio. Dito isso, vale destacar as causas e as consequências dessa problemática, por exemplo, a falta de educação sexual nas escolas e de campanhas de prevenção.
A princípio, a ausência de educação sexual nas escolas brasileiras é um agravante do problema. Nesse sentido, lembra-se de um episódio da série estadunidense “Sex Education” no qual ocorre um surto de clamídia na instituição de ensino. No entanto, devido à falta de informação sobre a IST, infecção sexualmente transmissível, um pânico geral é gerado entre os alunos que não sabem se previnir. Por isso, pode-se comprovar como a falta de instrução dificulta a prevenção de IST’s e da gravidez, cria um cenário de insegurança e prejudica a saúde do jovem. Dessa forma, se evidencia o papel da educação sexual apropriada no combate ao impasse.
Além disso, o descaso estatal em relação à carência de campanhas preventivas da gravidez precoce é um fator apelante à favor do obstáculo. De acordo com o sociólogo alemão Dahrendorf, anomia é o estado quando as normas, responsáveis por regular o comportamento das pessoas, não são cumpridas. Nesse viés, percebe-se que as legislações que são responsáveis por garantir campanhas de prevenção à gravidez estão em estado de anomia. Desse modo, nota-se a necessidade de retirar essas normas de seu estado de anomia.
À vista disso, é mister que o Estado tome medidas para amenizar o quadro atual, Logo, urge que o Ministério da Educação adicione aulas de educação sexual na grade curricular, por meio de verbas direcionadas ao órgão, com o auxílio de professores que irão ressaltar a importância dos métodos contraceptivos, com o intuito de informar os estudantes. Também, é necessário que o Ministério das Comunicações, mediante recursos governamentais, com a ajuda de especialistas, crie propagandas as quais discutirão formas de prevenção e os perigos da gravidez adolescente, com a finalidade de comunicar a população sobre o problema e como resolvê-lo. Somente assim, será possível tirar as leis de seu estado de anomia, controlar a falta de informação apresentada em “Sex Education” e solucionar a questão dos perigos da gravidez adolescente sem o auxílio de padrinhos mágicos.