Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 24/05/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6º, o direito a proteção à maternidade e à infância como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal direito torna-se ironia, quando se observa os números de casos de gravidez na adolescência. Logo, faz-se necessário ressaltar as causas e os efeitos da problemática.

A priori, é válido destacar que a gravidez precoce ocorre devido à desinformação do uso contraceptivos e à falta de educação sexual nas escolas. Na série americana “sex education”, - Educação sexual- Otis um adolescente, com sua amiga, eles criam uma clínica sexual clandestina para ajudar e aconselhar os jovens da escola, pois é um tabu pelos professores e direção falar sobre sexo. Nesse contexto, é notório que na sociedade atual há uma persistência de preconceito e tabus dos educadores escolares a respeito do processo ensino-aprendizagem de conteúdos relacionados com a sexualidade. Com isso, agrava a desinformação de preservativos e de anticoncepcionais, aumentando os números adolescentes grávidas.

Por consequente, a gravidez na adolescência é um problema de saúde público, uma vez que causa riscos à saúde da mãe do bebê e tem impacto socioeconômico. De acordo com, o ministro da Saúde cerca de 75% dessas mães de 11 a 16 anos abandonam a escola e que 15,3 óbitos são registrados a cada 1.000 nascidos. Nesse viés, é visível que o abandono escolar aumenta a mortalidade infantil, gera pobreza e se torna um círculo vicioso que precisa, de alguma maneira, ser abordado.

Portanto, é de extrema relevância que haja caminhos para combater a gravidez na adolescência. Para tanto, o Ministério da educação deve orientar a todos os educadores sobre a importância da educação sexual nas escolas, por meio de realizações de eventos (feiras, encontros, palestras de debate) e reportagens, para conscientizar os alunos as causas e as consequências acerca do assunto.