Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 07/05/2021

A gravidez precoce trata-se de um grande infortúnio para sociedade, dado que pode gerar um efeito profundo na saúde da mãe e da criança, além de afetar o desenvolvimento psicossocial da jovem, segundo Clarissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde. Ademais, um relatório chamado “Aceleração do progresso para a redução da gravidez na adolescência na América Latina e no Caribe” apresentou que o Brasil possui uma taxa de 68,4 nascimentos para cada mil meninas de 15 a 19 anos. No que tange à gravidez na adolescência em evidência no Brasil, é consentido citar a falta de informação e a insuficiência legislativa como mantenedores da questão.

Primeiramente, a falta de informação é um grande empecilho para diminuir o número de gravidezes na adolescência, uma vez que muitas famílias evitam de trazer os assuntos para seus filhos, com receio de que tenham uma vida sexual ativa precocemente. Entretanto, o adolescente sem conhecimentos sobre métodos contraceptivos e doenças sexuais possuem mais chances de engravidar do que os informados, aponta uma matéria do jornal digital GaúchaZH. Assim, é necessário que os responsáveis mantenham uma relação de diálogo dentro de casa, pois a informação pode fazer com que eles estejam mais preparados para um momento natural na vida de todo ser humano.

Posteriormente, a insuficiência legislativa é um obstáculo para a melhora desse quadro, visto que apesar de relações sexuais com menores de 14 anos e o casamento com menores de 16 seja considerado crime no país, o Brasil encontra-se em 4° posição internacional no número de casos de casamento infantil, de acordo com a Plan Internacional Brasil. Em suma, o casamento infantil é definido pela Organização das Nações Unidas como união formal ou informal antes dos 18 anos. Decerto, o casamento infantil é uma violação aos direitos humanos, conquanto, continua acontecendo. Destarte, a lei não se mostra eficaz para solucionar o problema.

Portanto, urge que medidas sejam tomadas pelo Ministério da Educação, responsável pela formação de pensadores na sociedade brasileira. É preciso criar um projeto de conscientização nas escolas à respeito da gravidez na adolescência, por meio de palestras e debates com profissionais da área como sexólogos e também psicólogos. Em seguida, é essencial que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, aliado com o Poder Legislativo, aumente a punição para o descumprimento da lei de proibição do casamento na infância. Essas medidas devem ser realizadas para quem sabe, assim, o fim da gravidez imatura deixe de ser uma utopia no Brasil.