Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/05/2021

O documentário “Meninas” apresenta a história de quatro adolescentes que possuem baixa renda e tiveram seus planos de vida modificados pela chegada de um filho. Hodiernamente, a gravidez precoce ainda é um problema constante, visto que, o Brasil tem a sétima maior taxa de gravidez adolescente da América do Sul, de acordo com dados do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) referentes ao período de 2006 a 2015. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: os casamentos infantis e o forte desejo pela maternidade com expectativa de independência.

Em primeiro lugar, é válido frisar que na Grécia Antiga era habitual o casamento e a gravidez precoce. É notório, portanto, que essa problemática não teve início recentemente e que esse fato lastimável ainda é presente no pensamento de algumas famílias, que acabam incentivando, ou até mesmo obrigando, meninas a se casarem, fazendo com que contribuam para esse quesito. Diante disso, segundo a coordenadora do Programa de Adolescente da Secretaria de São Paulo, a cada 21 minutos, uma jovem de 10 a 14 anos se torna mãe no Brasil.

Ademais, foi instituído pelo Governo Federal, através da Lei n° 13.798/19, a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na adolescência, que ocorre anualmente durante a primeira semana de fevereiro, com o objetivo de disseminar informações sobre à prevenção do início sexual precoce e da gravidez de crianças e adolescentes. De maneira análoga a isso, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela afirmou “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Sendo assim, é evidente que a gravidez precoce, na maior parte dos casos, poderia ter sido evitada por meio da educação, uma vez que, os principais motivos desse acontecimento são a falta de acesso à educação sexual e dos métodos contraceptivos, a pobreza e o fato das jovens acreditarem que depois de grávidas vão criar autonomia, no entanto, muitas param de estudar, passam por consequências físicas, psicológicas e sociais e podem ter complicações na gestação, incluindo mortalidade materna.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham diminuir a gravidez na adolescência em evidência no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, conscientizar os jovens da gravidade dessa problemática, por meio de palestras, campanhas e debates com psicólogos e profissionais da saúde, além de aulas de educação sexual que devem ser atribuídas nas escolas. Somente assim, é possível que os índices precoces diminuam e que casos como do documentário “Meninas”, não seja frequente.