Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/05/2021

No filme ‘‘Preciosa’’, a protagonista sofre com maternidade precoce, devido ao cenário de vulnerabilidade social. Assim como na obra cinematográfica, no Brasil, meninas mais novas enfrentam a realidade, sendo mais frequente entre famílias de baixa renda e pouco acesso à educação. Sendo assim, a gravidez na adolescência em evidência no Brasil deve ser discutida, a fim de combater essa adversidade.

Primordialmente, destaca-se o Artigo 3 da Constituição, no qual, a República deve buscar reduzir as desigualdades sociais e regionais, porém, é notório o não cumprimento desse artigo, visto que, segundo o IBGE, o Brasil é o nono país mais desigual do mundo. Portanto, esses dados revelam a situação do país, na qual, a gravidez precoce abala principalmente populações de baixa renda, já que, não possuem acesso às informações sobre métodos contraceptivos, e, por exemplo, a disponibilização gratuita deles, feito pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Dessa forma, tal negligência resulta em jovens vulneráveis, ocasionando a falta de perspectiva no mercado de trabalho, pois, 83% das mães adolescentes não estudam ou trabalham, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, em 2013.

Outrossim, apontam-se as adversidades do acesso a uma educação de qualidade, visto que, a escola e famílias se isentam do papel de informar os alunos sobre os cuidados com a sexualidade, pois, há uma crença que, informações sobre prevenção sexual podem encorajar a se tornarem sexualmente ativos. Portanto, instituições públicas e privadas não proporcionam aulas sobre educação sexual e como se proteger, e, mais uma vez, a falta de informação é fato no controle da diminuição de casos de gravidez na adolescência. Ademais, a escola é o lugar mais seguro para aprender sobre variados assuntos, porque, as fontes são confiáveis, e, caso os alunos não obterem esses conhecimentos, procuraram na internet, ocasionando problemas, uma vez que, existem dados falsos.

Desse modo, deve haver uma intervenção diante desse cenário. Destarte, o Ministério da Educação deve incluir conteúdos relacionados à educação sexual na grade curricular, que, devem ser realizados nas escolas, para garantir o acesso de informações sobre métodos contraceptivos e sexualidade. Sendo assim, alunos serão mais conscientes e informados sobre o assunto, com o objetivo de reduzir os índices de gravidez não planejadas no país.