Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 21/05/2021

O Estatuto da Criança e do Adolescente promove em seu artigo 8°-A, a  Semana Nacional da Prevenção à Gravidez na Adolescência, com a finalidade de disseminar informações e medidas preventivas que contribuam para a incidência da gravidez precoce. Porém, percebe-se que no Brasil essas medidas são insuficientes, tendo como obstáculos a negligência dos jovens quanto ao uso de preservativos e a desigualdade sexual que é evidente na sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a negligência dos jovens em relação ao uso de preservativos. Em uma reportagem  do Jornal Liberal, uma mãe de dezesete anos afirma que mesmo tendo conhecimento sobre o uso de preservativos optou por não utiliza-lo. Consequentemente, ocasionando a gravidez na adolescência, a evasão escola e até mesmo o aborto ilegal, o que infelismente é notório no País.

Ademais, é fundamental apontar a desigualdade de gênero como impulsionador da gravidez precoce no Brasil, visto que o a sociedade brasileira carrega consigo fragmentos do pensamento patriarcal e a imagem idealizada da mulher como dona de casa. Dessa forma, observa-se que o convívio social juntamente da desigualdade sexual inclusa na sociedade brasileira tem como revés a expansão dos índices de mulheres grávidas em sua adolescência.

Infere-se, portanto, a necessidade de combater esses impasses. Para isso, cabe ao ministério da Educação, em parceria com os pais, concientizar e instruir os jovens sobre a causa e consequências da gravidez precoce por meio de palestras executadas nas escola juntamente do ensino paternal, visando reduzir o pensamento idealizado da figura da mulher que persiste na sociedade brasileira. Somente assim, se consolidará uma sociedade mais unida e com menos índices de gravidez precoce no Brasil.