Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/05/2021
No filme “Juno” traz a história de uma jovem de 16 anos, que acaba engravidando acidentalmente, trazendo diversos desafios para a sua família e sua vida pessoal. Infelizmente, essa realidade não é diferente do Brasil, no qual há altos índices de gravidez na adolescência. Dessa forma, torna-se necessário o entendimento das causas e efeitos de tal problema.
Inicialmente, a falta de informações sobre o tema é um dos fatores que acarretam a gestação indesejada. Sendo assim, a educação sexual ainda não é levada a sério pela sociedade Brasileira, visto que o Brasil está acima da média mundial de gravidez precoce, segundo a OMS. Além disso, o ambiente familiar assume um papel fundamental nesse problema. Por isso, os jovens sem o diálogo com os seus responsáveis, acabam tendo o conhecimento por outros tipos de fontes ilícitas, que, por sua vez, não consegue educar sexualmente o indivíduo.
Ademais, a taxa de mortalidade entre essas jovens, que engravidam cedo, é elevada, uma vez que o seu corpo, ainda em processo de formação, não está preparado para receber uma gestação. De acordo com especialistas, as adolescentes com menos de 15 anos têm quatro mais vezes de morrer durante ou pós-parto. Não só isso, um bebê implica nas questões econômicas de uma família, que têm seu custo de vida aumentado, e esse fator é mais grave quando a criança nasce em condições de vida de baixa renda.
Portanto, o Brasil ainda tem muito caminho a percorrer no desafio da gravidez na adolescência. Logo, o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da educação, deve elaborar um projeto de lei para ser enviado a Câmara dos Deputados. Nele, tem de constar, que será separado um dia a cada trimestre, no qual será feito palestras dentro das instituições de ensino para os alunos e responsáveis sobre a educação sexual, bem como, a distribuição de métodos contraceptivos. Então, espera-se, com essas ações, frear a gestação precoce no Brasil.