Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 24/05/2021

Dificuldades financeiras,imaturidade,evasão escolar… Diversas são as dificuldades enfrentadas pelas mães prematuras. No Brasil hodierno, a gravidez na adolescência é uma realidade presente, já que cerca de 570 mil crianças foram nascidas de mães entre 10 e 19 anos, segundo o Ministério da Saúde. Desse modo, é necessário discutir as razões que causaram esse cenário, como a falta de educação sexual e a inércia governamental.

A princípio, a falta de conhecimento apresenta-se como um complexo dificultador.Nesse contexto, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Diante dessa perspectiva, se o público jovem não tem acessos informações necessárias de métodos contraceptivos para prevenir a gravidez não planejada, sua visão será limitada. De acordo com o médico Drauzio Varella, a maioria da população jovem não conhece todas as medidas preventivas que os hospitais da rede pública oferecem, realidade alarmante que dificulta a erradicação do problema.

Ademais, a imobilidade política também colabora para a perduração dessa situação.Nesse viés, consoante ao filósofo Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, a teoria do pensador não está sendo aplicada no país, visto que a educação sexual não é abordada nas escolas e os jovens acabam por aprender na prática sobre a sexualidade. Dado que a maioria desses progenitores são desfavorecidos economicamente, o único meio de informação seria os colégios, mas o tabu acerca da vida sexual permanece e a juventude não é orientada sexualmente da forma correta. Dessarte, urge a extrema necessidade de alterações estruturais para a ocorrência de melhor qualidade de vida para todos.

Portanto,para diminuir o número de grávidas precoces, cabe ao Ministério da Educação,órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro, promover palestras e aulas dentro de instituições educacionais para ensinar e debater a gravidez na puberdade, por meio da contratação de psicólogos e professores. Além disso, essas aulas devem, ainda, serem disponibilizadas para o resto da população, por intermédio das redes sociais como o Instagram e o Facebook, por exemplo. A partir disso, a problemática será amenizada, ou na melhor das hipóteses, solucionada.