Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 01/06/2021
Amadurecimento precoce
Entende-se que de onze a dezenove anos o ser humano passa por um período de descobertas, tanto em mudanças fisiológicas, quanto em mudanças psicológicas. Porém se faz necessário atribuir a estes mesmos jovens informações quanto as ações adotadas nesse período. Vale questionar então os impactos morais, sociais, econômicos que esta geração tem atribuído ao Brasil.
De acordo com estatísticas nacionais e a organização mundial de saúde, ocorre a cada ano um aumento no número de casos de gravidez na adolescência, conforme esta mesma organização, destaca-se no conceito de gravidez na adolescência o período de gestação que ocorre entre os dez a vinte anos. Pois mudanças fisiológicas ocorridas na adolescência como momentos impulsionados pelos picos de hormônios, pode levar ao início precoce da vida sexual tal como a uma gravidez não planejada, tal flagelo persiste até hoje na sociedade brasileira, de modo que, de acordo com o site Acidadeon, em 2014 houveram, apenas no estado de São Paulo, 625. 750 de mulheres abaixo de dezenove anos tornando-se mães. Isto se deve a precariedade ou ausência total de uma educação sexual aos homens e as mulheres.
Mas também correlacionada com a questão moral, a gravidez na adolescência possui um víeis psicológico, devido a mudanças emocionais existentes nessa idade. De acordo com Raimundo Correia em seu poema “As pombas”, por exemplo, os adolescentes passam por constantes sonhos e desejos efêmeros, assim como mudanças de ideais e morais, logo, é comum que a moral sexual ensinada pelos pais seja esquecida ou substituída por morais próprias, a moral que visa evitar a promiscuidade e hedonismo nas massas juvenis. Por conseguinte, valores como o respeito aos próprios limites e não ceder à pressão por parte do parceiro são constantemente esquecidos pela sociedade em questão.
Diante dos fatos supracitados, faz se necessário, por parte do ministério do meio ambiente, maior incentivo em criação de programas educacionais e sociais, principalmente em sociedades carentes, quanto aos impactos de uma gravidez precoce que envolve, não só aos futuros pais como a criança que nascerá um lar despreparado ou desestruturado, tanto socialmente quanto financeiramente, com a finalidade de diminuir o número de casos de gravidez na adolescência espalhados por todo o Brasil.