Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 01/06/2021
Na saga de livros Crepúsculo, Isabella é uma jovem que se apaixona por Edward, o vampiro da sua escola. A protagonista vive um romance com esse ser místico e resolvem se casar, porém, após a lua de mel, Bella descobre estar grávida apenas com 18 anos. Embora essa seja a trama de um dos livros da coleção, não há dúvidas que adolescentes de crianças e adolescentes no Brasil passam por experiências semelhantes. De acordo com pesquisas, gestações nesse período da juventude tem como causa um início prematuro na vida sexual. Então, meninas que engravidam na adolescência são obrigadas a carregarem os inúmeros dilemas emocionais que são consequência dessa situação indesejada.
É relevante abordar que a causa da gravidez na adolescência, conforme os especialistas, se dá a partir das questões sociais, familiares e escolares. Mas ainda há uma ausência de projetos de conscientização sobre os métodos contraceptivos, que além de prevenir uma inesperada gestação, também protege de doenças sexualmente transmissíveis. O aumento dos casos só comprova a inexistência da discussão tanto no ambiente escolar quanto no posicionamento familiar. Nesse sentido, sabe-se que quando se debate esse tabu com os pais torna-se algo vergonhoso para os dois lados da conversa. Assim, acaba passando a responsabilidade de conversar sobre o assunto para os professores que muitas vezes são acusados de estimular os jovens à começarem a sua vida sexual.
Ademais, a gravidez na adolescência, de acordo com os cientistas, envolve problemas físicos, emocionais e sociais. Uma vez que é necessário que o corpo sofra transformações para formar um ser humano dentro de si, entretanto, em muitas hipóteses a imaturidade do corpo que ainda está em desenvolvimento não consegue obter problemas de saúde durante a gestação, o parto e pós-parto. Como consequência o país tem uma elevada taxa de mortalidade materna priorizada por adolescentes, dizem os pesquisadores.
Portanto, é mister que o governo controle os números do quadro atual. Para o combate à gravidez precoce, urge que a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente crie, por meio de investimentos com verbas do Governo, um programa que incentivo a adição da matéria educação sexual na série curricular, proporcionando assim os riscos que uma maternidade precoce e a importância do uso de preservativos, além de uma melhor fiscalização no Sistema Único de Saúde para que tenha um cuidado de qualidade com a mãe durante todo o processo e que haja uma possibilidade de interrupção de gestações em condições perigosas. Somente assim, será possível evitar que a gravidez precoce seja evidente no Brasil.